Publicado em 26 de julho, 2019 as 08h14.

Novo bafômetro da PRF detecta embriaguez de motorista por respiração

Por Agência de Notícias.

Bafômetro
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Novos aparelhos de detecção de alcoolemia, os chamados bafômetros, foram distribuídos ontem (24) para a Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio de Janeiro. Os chamados “bafômetros passivos” detectam a presença de álcool sem a necessidade de soprar no aparelho.

Segundo o porta-voz da PRF no estado, José Hélio Macedo, o órgão vai receber 18 aparelhos para agilizar a fiscalização nas estradas. O bafômetro age por aproximação com o condutor.

“O aparelho facilita bastante o nosso trabalho por questão de agilidade porque o motorista não precisa descer do carro. Na aproximação da cabine do veículo você consegue fazer a detecção da presença de álcool. Ele tem uma sensibilidade bem grande e ganha nessa agilidade”.

Macedo cita também a economia proporcionada pelo novo modelo, já que o bafômetro tradicional requer o uso de um bocal que custa em torno de R$ 2 a unidade. “Em uma fiscalização de alcoolemia você gastava diversos bocais e às vezes sem necessidade porque o condutor não estava embriagado. É uma melhoria até mesmo para quem está sendo fiscalizado, porque se não tiver nada de errado, ela vai embora mais rápido”.

O policial destaca que o bafômetro passivo apenas indica o consumo de álcool, mas não mede a quantidade no organismo da pessoa, o que é necessário para a aplicação da multa. Por isso, em caso de positivo, será preciso fazer o teste à moda antiga.

“O aparelho não dispensa o outro equipamento, porque se o motorista estiver alcoolizado, para fazer a multa ou a prisão a gente precisa ter o teor alcoólico, o índice. E só o outro equipamento faz essa medição, esse faz só essa triagem. É para facilitar e também a questão do custo”.

Os novos aparelhos serão utilizados nas operações de fiscalização de rotina da PRF nas rodovias federais do estado e também poderão fazer parte de operações integradas do órgão federal com as blitzes da Lei Seca do governo do Rio de Janeiro.

O novo bafômetro foi usado na fiscalização na manhã de hoje na praça do pedágio da ponte Rio-Niterói, onde a PRF fez a demonstração do aparelho para a imprensa. O marceneiro Rodrigo Souza da Conceição aprovou o novo equipamento.

“Esse é bom, porque tem gente que se recusa a fazer [o teste], né? Assim o policial já vai abordar quem tem quase certeza que fez uso de bebida. Melhora o serviço da polícia. E pra gente também, né, que tem que trabalhar. Todo mundo ganha”.

Apreensões de entorpecentes

A PRF também anunciou o aumento de 30% na apreensão de entorpecentes nas rodovias federais do Rio de Janeiro. Os dados se referem ao primeiro semestre de 2019, na comparação com o mesmo período do ano passado.

O volume apreendido este ano passa de 12 toneladas, sendo maconha a maior parte. Segundo a PRF, a corporação apreendeu no estado no primeiro semestre deste ano 11,7 toneladas de maconha, 632 quilos de cocaína, 52,8 quilos de crack, 12 quilos de haxixe e 60 quilos de skunk.

As cargas de drogas costumam ser escondidas em fundos falsos de veículos ou em meio a outros tipos de cargas em caminhões e dentro de ônibus. Para identificar os entorpecentes, a PRF intensificou o uso de cães farejadores na fiscalização.

As informações são da Agência Brasil

No tópico: Fiscalização

2 respostas para “Novo bafômetro da PRF detecta embriaguez de motorista por respiração”

  1. Rene Dias disse:

    O “esforço legal” brasileiro é ineficiente e inepto… Não por culpa dos agentes e sim pela gestão!

    Insere-se dinheiro mais do que em tempo!
    Prefere-se comprar aparelhos para “facilitar” a fiscalização por poucos do que investir no credenciamento e capacitação de muitos!!

    As polícias brigam por exclusividade na “competência” para a fiscalização de trânsito, mas, os poucos competentes são ínfimos para a grandeza da necessidade!

    Um policial do patrulhamento comum, sem a competência estabelecida no Art. 22, V do CTB… não tem poderio para combate ao uso de álcool na direção, pois, o pressuposto de “não ter competência” para fiscalizar “infração” o deixa amarrado e somente atuará no caso de ocorrência de crime!!

    Esse tipo de aparelho será usado por quantos agentes?? Em quantos Órgãos?? Quantos dias??

    Ampliar o quadro de fiscalizadores, capacitando completamente e credenciando “todos” os profissionais de Segurança, desde a sua formação, a fiscalizar os lícitos administrativos, conforme as Res. 371/11 e Res. 561/15 (cada órgão com sua competência) é a melhor maneira de reduzir a sensação de impunidade nas atividades de trânsito!

    A própria atividade de fiscalização de trânsito é menosprezada e demonizada dentro das Instituições (ninguém quer “fazer trânsito”) e os policiais ou agentes se vêem como motoristas e não como fiscais!!

    Com isso, continua-se a “enxugar gelo”, no que se refere ao combate ao uso de álcool na direção e a redução das mortes no trânsito!

    Pode anotar…
    Em um ano, ninguém mais vai falar desse equipamento! E as mortes? Ah essas continuarão!!!

    Lamentavelmente!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *