Publicado em 22 de agosto, 2018 as 15h12.

Dia Nacional do Ciclista: oportunidade para ensinar sobre normas de circulação

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Ciclista na rua
Foto: Pixabay.com

Em 23 de novembro de 2017 foi sancionada e publicada o Diário Oficial da União, a Lei 13.508/2017 que estabeleceu o dia 19 de agosto como o Dia Nacional do Ciclista.

Esse dia foi escolhido para homenagear o ciclista Pedro Davison que morreu em 19 de agosto de 2006 ao ser atropelado enquanto pedalava no Eixão Sul em Brasília. Os pais do ciclista criaram a ONG Rodas da Paz, propondo a criação da data tendo como foco a luta contra a violência no trânsito.

O Código de Trânsito Brasileiro – CTB, aponta a bicicleta como veículo de propulsão humana e implantou o direito do ciclista de trafegar pelas ruas e estradas das cidades e do país. E o Código, assim como estabelece os direitos do ciclista e todos os demais participantes do trânsito, define também os seus deveres. Desta forma todos, inclusive os ciclistas, devem conhecer e respeitar a lei.

O dia do ciclista nos traz uma reflexão bastante importante: a bicicleta, há muito tempo, deixou de ser um brinquedo, ganhando seu espaço nos grandes centros urbanos como uma alternativa bastante importante de opção de transporte, turismo, trabalho, lazer, saúde e esporte. Além de ser uma das formas mais amigáveis e não poluentes de transporte, como um meio de promoção à saúde proporcionando assim, cidades mais humanas.

Uma das questões mais polêmicas é como e onde o ciclista deve trafegar. Sempre que estiver circulando nas vias, deve fazer próximo ao bordo da pista, na mão de direção e indicar com antecedência as suas atitudes. O deslocamento, quando na contramão só pode ser feito em ciclofaixas. Quando circular por calçadas ou junto a pedestres, o ciclista deve desmontar da bicicleta.

Relacionamento com os demais usuários

Grande parte dos condutores de veículos automotores tem histórias para contar sobre “sustos” envolvendo ciclistas que trafegam em ruas e avenidas das cidades de forma descuidada. Contudo, os condutores, muitas vezes, não observam medidas simples que poderiam melhorar essa convivência e evitar acidentes: abrem portas dos veículos sem verificar se há algum ciclista, motociclista, pedestre ou outro veículo vindo. Ao cruzar com um ciclista o fazem a uma distância pouco segura, quando a determinação é que essa distância seja de, no mínimo 1,5m. Regulagem incorreta dos espelhos, fazendo com que a chance de o ciclista estar no “ponto cego” seja aumentada significativamente! Há muito a ser feito para melhorar a convivência no trânsito.

O que devemos ter sempre em mente é que, assim como o pedestre, o ciclista e o motociclista não tem lata para protege-lo ou no mínimo minimizar os efeitos de um impacto com um veículo. Assim, se for atingido, o ciclista certamente sofrerá lesões graves ou irá à óbito. Todos nós somos responsáveis por criar e fazer do trânsito um espaço melhor de convivência. cada uma de nós fazendo a sua parte, isso será possível.

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