Publicado em 14 de maio, 2013 as 12h20.

Motociclistas ignoram lei que proíbe capacete nos postos

Por Talita Inaba.

Entrou em vigor, em São Paulo, uma lei que obriga os postos de combustíveis a colocar um aviso aos motociclistas, para que eles não entrem nesses locais usando capacete. Mas, na prática, não foi o que aconteceu. Uma placa já deveria estar em todos os postos de combustíveis de São Paulo. Mas é uma raridade. Ela avisa o que pouco motociclista sabe.

Em São Paulo, é proibido entrar em qualquer estabelecimento comercial usando capacete. O objetivo da lei é dificultar a ação de assaltantes. O empresário Alfredo Menezes aprova. “Bacana, é bom”, e revela que irá tirar o capacete. “Vou, vou, vou tirar”. Quem cruzar uma linha amarela com o rosto coberto, pode ser multado em R$ 500. “Então vamos tirar já, vamos fazer o certo”, garante o motoboy Everton Rodrigues.

Por mais de quatro horas nas ruas de São Paulo, o Jornal Nacional não viu um único motoqueiro retirar o capacete antes de entrar no posto. Alguns dizem que não conheciam a nova regra, mas a maioria reclama que não sabe como respeitar uma lei sem desrespeitar a outra. Segundo o código de trânsito, com a moto em movimento, o uso do capacete é obrigatório. “Se você tira, é multa. Se você entra com, é multa. Então, fica difícil”, se queixa o motoboy William Simião. O sindicato dos motociclistas profissionais de São Paulo diz que lei precisa ser adequada à realidade. “A lei é positiva, mas nessa questão do capacete no posto de gasolina, precisa saber como vai ficar esse enquadramento com uma duplicidade”, explica o presidente do Sindimoto-SP, Gilberto Almeida. Os donos de postos também reclamam. “A gente não se sente seguro pelo seguinte: o bandido não vai tirar o capacete. Esse é o modo dele se esconder, ele vai chegar de capacete, vai assaltar, vai embora e sem tirar o capacete”, conta o presidente do Sincopetro, sindicato dos revendedores de combustíveis de SP, José Alberto Gouveia.

A lei está em vigor, mas nem o tamanho das placas, nem a responsabilidade pela fiscalização foram regulamentados. Mesmo assim, Eduardo, que entrou no posto de capacete, promete mudar o hábito. “Tudo que for pelo certo, tem que ser cumprido”, conta o motofrete Eduardo Gomes. Quando questionado se da próxima vez, tiraria o capacete, foi objetivo: “Com certeza”, disse.

Fonte: Jornal Nacional

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