• Reciclagem de Condutores

Publicado em 28 de maio, 2019 as 08h12.

Dados mostram queda no número de mortos no trânsito brasileiro, mas ainda longe da meta

Por Mariana Czerwonka.

Mortos no trânsito
Apesar da redução, o país segue longe da meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU). Foto: Pixabay.com

Os dados oficiais mais recentes, divulgados pelo Ministério da Saúde, mostram que no ano de 2017, 35.374 pessoas morreram no trânsito brasileiro. Em 2016 foram registradas 37.345 mortes. Esses números mostram uma queda de menos de 6% de um ano para o outro.

Para o especialista Celso Alves Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, ao olhar os números, a conclusão é óbvia. “Precisamos de atitudes mais efetivas para humanizar o nosso trânsito. Não deveríamos estar dormindo tranquilos sabendo que tantos brasileiros morrem no trânsito”, avalia Mariano.

Apesar da queda, o país segue longe da meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê redução de 50% no número de vítimas em 10 anos, contados a partir de 2011.

Perfil das vítimas

Ainda conforme o Ministério da Saúde, a Região Sudeste é a líder em número de mortes e os motociclistas foram os que mais perderam a vida nas vias e rodovias do Brasil. Foram 12.153 mortos nessa condição. Em seguida estão os ocupantes de automóveis (8.187) e os pedestres (6.469). A faixa etária mais vulnerável, segundo os dados, está entre 20 a 39 anos.

“O trânsito é um assunto muito grave e preocupante em diversos sentidos, pelo modo que nos comportamos como condutores e pedestres, como fazemos as nossas leis e como as fiscalizamos. Tudo isso gera uma dor e um prejuízo, que não é só financeiro, é social. A mudança de comportamento é uma questão que leva tempo e só ocorrerá com educação para o trânsito”, diz Mariano.

Histórico

De 2011 para 2012, houve um aumento de 3,6% no número de mortes no trânsito brasileiro (43.256 para 44.812). Já em 2013 houve redução de 5,6% (42.266). Em 2014 os dados voltaram a subir, foram 43.780 mortes, ou seja, um aumento de 3,58%. A partir de 2015 vemos uma queda nos números com 38.651 mortes, em 2016 foram 37.345 e, finalmente, 35.374 pessoas morreram no trânsito brasileiro em 2017.

“Essa redução é muito bem vinda, embora pequena, mas ainda nos coloca muito longe de podermos cumprir os compromissos que assumimos de baixar a violência no trânsito do Brasil”, conclui Mariano.

8 respostas para “Dados mostram queda no número de mortos no trânsito brasileiro, mas ainda longe da meta”

  1. Sergio N Watanabe disse:

    Em 2010 o DPVAT indenizou mais de 50.000 mortes em acidente de trânsito no Brasil mas no mesmo ano a PUC RS fez uma pesquisa onde esse numero não batia com a realidade dos B.O. Foram a campo para se verificar essa diferença e descobriram que muitas famílias não conheciam este direito da indenização e outras tantas conheciam o benefício mas não queriam o valor por achar imoral a troca deste valor com a vida do ente familiar. Contudo os números naquele ano somados ultrapassou mais de 100.000 mortes ou seja o dobro indicado pelo governo. Creio que a forma de contagem das mortes em trânsito pelo governo continue sendo pelas indenizações efetivadas do DPVAT então provavelmente os números reais estejam por volta de 70.000 mortes ano um verdadeiro holocausto contemporâneo em nosso país, lembrando que em 2015 o governo obrigou as montadoras de veículos quatro rodas a fabricarem os mesmos com o dispositivo de segurança (Air Bag e freio ABS) o que com certeza impediu a colisão em diversas situações e quando não fora possível impedir a colisão, essa com certeza fora de menor impacto e menor poder de mortalidade consecutivamente a ajuda na redução dos números deste holocausto. Acredito que tudo pode estar em risco com ações deste novo governo onde quer acabar com a punição dos malfeitores tanto com a redução da fiscalização eletrônica como em acabar com as medidas de pontuação por infratores além de querer reduzir custos no processo de primeira habilitação a população diminuindo a obrigatoriedade de aulas práticas e provavelmente a redução da carga horária do curso teórico presencial para EAD um retrocesso pago pelas lágrimas dos familiares das futuras vítimas de trânsito.

  2. Eduardo Mendes disse:

    No Brasil só entram nas estatísticas de morte no trânsito quem morreu no local do acidente.
    Se a pessoa morrer no hospital, seja no dia, ou 30 dias depois, simplesmente fica de fora.
    Portanto, o número de mortes no trânsito brasileiro é muito maior do que é divulgado

    https://autopapo.com.br/noticia/numero-mortes-no-transito-subestimado-brasil/

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  7. Vitor disse:

    Acredito que precisamos de soluções prática e de imediata para pelo menos amenizar os números de acidentes. Mas é claro, sem deixar de lado outras soluções distantes visando uma melhoria a longo prazo para o futuro do país.

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