Publicado em 28 de novembro, 2019 as 08h18.

Especialistas defendem educação para mudar comportamento de motoristas

Tema foi discutido na última terça-feira (26) em audiência pública da Comissão de Viação de Transportes

Por Agência de Notícias.

Comportamento dos motoristas
Foto: Arquivo Tecnodata.

As 38 mil mortes registradas em ruas e estradas de todo o País em 2018 acenderam o sinal de alerta entre parlamentares, representantes do governo e das autoescolas para a qualidade da formação dos motoristas brasileiros. Acidentes são a principal causa de afastamento do trabalho e respondem por 60% da ocupação de leitos nas emergências dos hospitais, segundo dados da ONG Observatório Nacional de Segurança Viária.

Em debate realizado nesta terça-feira (26) na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, especialistas criticaram resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e o projeto de lei do Poder Executivo (PL 3267/19) que altera o Código de Trânsito para, entre outros pontos, flexibilizar o uso dos simuladores nas aulas dos futuros condutores, reduzir a carga horária da formação e trocar parte das aulas presenciais pelo ensino a distância.

Durante a audiência pública, o deputado Abou Anni (PSL-SP) mostrou um vídeo em que um motorista de transporte de cargas perigosas leva no máximo meia hora para conseguir um certificado online. Junto com os representantes das autoescolas, o parlamentar se posicionou contrariamente à adoção dessa modalidade de ensino.

“Além de ser mais caro, o curso on-line não qualifica os condutores para estarem em via pública dirigindo”, disse Anni.

Comportamento

O relações institucionais do Observatório Nacional de Segurança Viária, Francisco Garonce, afirmou que 90% dos acidentes de trânsito são provocados por falha humana. Ele ressaltou que o desafio é promover uma mudança geral de comportamento.

“Não podemos negligenciar a questão do fator humano para a segurança viária. E isso está relacionado à educação, à formação para o trânsito.”

Os debatedores concordaram que essa educação deve ser vista de forma mais ampla, cobrindo do ensino fundamental à universidade.

“A autoescola não é responsável sozinha pela mudança de comportamento da sociedade. Nós temos a nossa parcela, não vamos nos furtar da formação teórico-técnica e de prática veicular. No entanto, as instituições também têm de colaborar”, declarou o presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do Rio Grande do Sul, Edson Luiz da Cunha.

O coordenador-geral do Denatran, Francisco Brandão, reconheceu que os motoristas brasileiros recebem um treinamento por um período curto e que a educação no trânsito ainda não foi implantada.

As informações são da Agência Câmara

5 respostas para “Especialistas defendem educação para mudar comportamento de motoristas”

  1. nelson de castro muraqui junior disse:

    O problema no trânsito está na formação do individuo como cidadão e não na modalidade de ensino, quem defende que não deve ter EAD nas autoescolas se mostra um retrogrado.
    A educação deve ser dada desde a infância, o problema está relacionado como citei acima ESTÀ NA FORMAÇÂO DO INDIVIDUO, os jovens saem da escola sem saber se quer uma regra de 3 ou por exemplo (em que data Cabral chegou ao Brasil), jovens não tem o minimo de educação ao falar e ao se dirigir as pessoas como falar um bom dia ou dizer um tchau.
    Digo isso pois sou instrutor de CFC e vejo o comportamento deplorável não só dos jovens que são a maioria mais de todos os candidatos a habilitação independente da classe social, sexo etc.
    Não adianta querer mexer na parte de cima se não existe base social o nível do brasileiro é muito baixo infelizmente.
    Para encerrar os números de acidentes só diminuirão quando a educação começar na base ou seja já na pré escola.
    O instrutor em 11 dias de CFC não consegue educar viciados em fazer coisas erradas se ele não aprendeu durante a vida não será em um pequeno curso de CFC que irá, mudar quem acha que da esta vivendo uma utopia .

  2. ramon disse:

    educação vem de casa. 11 dias na aula teórica da auto escola não transforma um cidadão

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