Publicado em 12 de fevereiro, 2020 as 11h30.

Autoescolas são essenciais no processo para reduzir mortes no trânsito, diz deputado

Por Agência de Notícias.

Autoescolas
Foto: Zeca Ribeiro.

Foi lançada nesta terça-feira (11), na Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar em Defesa da Educação no Trânsito e Formação de Condutores. Composto por 198 parlamentares, o grupo será coordenador pelo deputado Abou Anni (PSL-SP).

Segundo o parlamentar, o objetivo da frente é promover a educação para combater as mortes no trânsito, que giram em torno de 37 mil ao ano no Brasil. O número vem sendo reduzido desde 2010, mas ainda está longe da meta de redução da Organização Mundial de Saúde (OMS). O Código de Trânsito Brasileiro já estabelece que a educação para o trânsito deve ser promovida tanto por escolas públicas quanto particulares.

Para o deputado Abou Anni, as escolas de formação de condutores, também conhecidas como autoescolas, são essenciais para esse processo. Ele criticou a Resolução 730/18, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabeleceu regras para cursos de ensino a distância em trânsito no País.

Em maio do ano passado, Abou Anni apresentou Projeto de Decreto Legislativo (PDL 134/19) para  suspender essa resolução, mas, conforme ressaltou, até hoje a proposta nem mesmo recebeu parecer na Casa. O deputado defende a formação presencial para os motoristas.

“Tem instrutor que é pós-graduado em trânsito, em direito no trânsito, e passa essas informações a seus alunos”, disse. “O pouco que foi conquistado, o índice que vem sendo reduzido em homicídio, o governo quer acabar por meio do Contran. É uma preocupação, e eu quero abrir esse debate na Casa.”

Crítica a projetos

O deputado Abou Anni criticou outros  projetos de lei em análise na Câmara que, na sua visão, iriam em sentido contrário a um trânsito mais seguro, como o que torna a formação em autoescola optativa para os candidatos a motorista (PL 3781/19). A proposta tramita em conjunto com mais de 200 outros projetos que alteram o Código de Trânsito (PL 8085/14 e apensados).

O lançamento da frente parlamentar contou com a presença de representantes de escolas de formação de condutores de todo o País.
Rigor da Justiça

Integrante da frente, a deputada Christiane de Souza Yared (PL-PR) também compareceu ao evento e cobrou mais rigor da Justiça com os motoristas responsáveis pelas mortes no trânsito. A parlamentar, que perdeu um filho em acidente de trânsito, que diz que a legislação de trânsito é boa, mas não vem sendo bem aplicada.

“Nós não conseguimos fazer com que o Judiciário seja mais punitivo, na realidade ele é permissivo. Aqui nós trabalhamos na Casa para que as leis sejam efetivadas, nós queremos que elas sejam cumpridas”, afirmou.

Desde junho do ano passado, está em análise na Câmara projeto de lei do governo (PL 3267/19) que torna o Código de Trânsito Brasileiro menos rigoroso. Entre outros pontos, o projeto dobra a pontuação limite para a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação.

Em dezembro, o relator da proposta, deputado Juscelino Filho (DEM-MA), apresentou parecer modificando o projeto original, mas a matéria ainda aguarda votação na comissão especial que analisa o texto.

As informações são da Agência Câmara

27 respostas para “Autoescolas são essenciais no processo para reduzir mortes no trânsito, diz deputado”

  1. eu acho essencial a presença do aluno em salas de aulas na teoria tem um professor capacitados pra ensinar mais no pratico principalmente o de moto teria que ser realizado nas pistas da auto escolas teria que ter um examinador pra examinar em cada escola e de carro vinte aula pratica e pouco pra aprender tudo

  2. Bom dia! A formação de condutores no Brasil, que é o quinto lugar no mundo em acidentes, precisa de mais rigorosidade no processo de habilitação. É muito importante, os CFCs, na formação dos futuros condutores.

  3. China disse:

    Ao meu ver é preciso uma melhor remuneração para os profissionais da área, para que os mesmo possam trabalhar mais motivados, vejo muitos colegas trabalhando em jornadas de 10, 12 hs por dia para conseguir uma remuneração razoável . *Décima primeira e segunda aula são extra sem digital .

  4. FRANCKSINALDO MOTA disse:

    A auto escola não forma ninguém quem forma são nós os instrutores temos direito de não precisar estar vinculado a auto escola A ou B tive que ir a justiça para que meu ex patrão mim pagasse três meses de salários atrasados que instrutor trabalha bem sem receber seu salário em dia, vejo relatos em todo o Brasil que os cfc 99% deles não pagam em dias seus instrutores por isso resolvi por meu ex patrão na justiça não pagam e nem respeitam a CCT

  5. abel domingos simoes disse:

    pode até ser mais tres mil pra tirar uma cnh é muito Roubo ese deputado so o
    Pode ser ladrão tambem

  6. abel domingos simoes disse:

    tres mil é muito dinheiro para tirar uma chh deputado ladrão

  7. Ribamar Souza da Costa disse:

    Os CFCs são fundamentais no processo de formação dos futuros condutores , temos outra cultura MT diferente dos Norte americanos , não há como comparar …
    posso sugerir é a mudança no sistema de avaliação da prova prática como exemplo , usar todas as marchas no circuito , baliza entre carros ( simulado) como é a realidade . Trabalho no RJ , tenho uma equipe de instrutores super profissionais q preparam seus alunos pra dirigir não só pra prova como também pra vida , é assim q tem ser.

  8. esse deputado entende de educação parabéns deputado ,com todo repeito, você merece está representando o povo brasileiro

  9. Giovani Fiorese disse:

    Isso será muito importante para o aprimoramento e avanço das autoescolas em todo o país, estamos sendo ouvidos, e os bons projetos que visam a segurança do trânsito, precisam ser aprovados…

  10. paulo sergio disse:

    é muito importante que as auto escolas continue formandos novos condutores, com a abertura dessa frente parlamentar em defesa da educação no trânsito podemos contribuir para transito mais seguro.

  11. Eduardo disse:

    Até parece pq temos tantas mortes de trânsito hoje em dia ? cada dia aumentando não adianta nada auto escola se uma pessoa que conduz um veículo não for proibido de beber …..

  12. sergio watanabe disse:

    Deputado que foi meu professor no curso de instrutor em SP a 25 anos a trás e hoje nos representa muito bem. Hoje só lamento que os créditos de nosso trabalho fique com as empresas que dão aula para habilitados ou seja a parte mais difícil fica com a gente e quando o aluno tem base ele faz o resto pós habilitado e acha que todo o serviço foi mérito deles e não nosso.

  13. Tiago Silva disse:

    Sabe por que o povo apoia o “fim das auto escolas”? Por que acham caro, burocrático, corrupto? Se lerem comentários na internet a favor da extinção dos CFCs, ou perguntarem pelo Brasil a fora, vamos ouvir e ler muitas razões, mas uma eu tenho notado com muita frequência: “na auto escola só aprende a passar na prova, e mesmo assim, muitas vezes precisa de um quebra-galho”.
    Ou seja, se queremos valorizar a classe, primeiro temos que valorizar nossa mão de obra! O que eu vejo é realmente um descaso por parte de estabelecimentos e instrutores em geral com o ensino. Só ficam no whatsapp o dia todo, não sabem transmitir conhecimentos, muitos são rudes e não têm o mínimo de tato com pessoas… É triste ver que a falta de educação e civilidade chegou em toda a sociedade, inclusive no nosso segmento.
    A maioria dos donos de auto escolas só pensam somente em lucrar, mas não sabem nem fazer um balanço do seu faturamento x gastos, cobrando preços impraticáveis (aqui em SP capital, tem estabelecimentos que praticamente pagam pra trabalhar), o que leva a dependência do “caixa 2”. Aí, não pagam em dia os funcionários, não tem condições de fazer manutenção nos veículos, etc etc. É um ciclo vicioso.
    Sinto dizer que na minha praça de atuação, a maioria dos “donos” de CFCs são pessoas que não tem o mínimo de condições intelectuais para manter um negócio que exige muita responsabilidade. É somente “jeitinho” pra tudo. Como então podemos exigir que a população aceite que é necessário a formação do condutor através de auto escolas, se nao temos respeito nem por nós mesmos?
    O povo também é culpado, obviamente, pois aceita muitas “facilidades”, mas sabemos que a maioria não compactua de imediato com nada disso. Mas está nas mãos dos profissionais do ramo ser um divisor de águas e mostrar que temos sim capacidade de melhorar o ensino e a qualidade do trânsito. É uma tarefa difícil, principalmente onde muitos cobram um valor irrisório para “habilitar” alguém.
    Tudo inflacionou, mas o valor do serviço para conseguir habilitar-se a dirigir, pelo menos aqui na capital paulista, só estagnou, quando não reduziu. Como equilibrar? Não tem como!!
    Infelizmente, se continuar nesta caminhada atual, a tendência é realmente a que a população está clamando: fim da obrigatoriedade das auto escolas.
    Para mudar este cenário, é preciso: bons profissionais de ensino, que realmente trabalhem para isso; adaptação das leis (muita complicação para quem já sabe dirigir, que poderia sim ser feito uma pré avaliação para reduzir carga de aulas para estes casos, parecido com os processos de cassação/reabilitação); melhoria no processo de avaliação prática, que é arcaica e não prova a real habilidade do candidato, seja no carro, na moto, no caminhão ou ônibus; incentivo dos governos para que os estabelecimentos tenham alguma facilidade ao adquirir veículos (o que pode refletir no preço ao candidato); avaliação constante dos instrutores, para medir sua habilidade em transmitir conhecimentos (didática); ajustes reais de valores, para que os empresários possam pagar seus funcionários corretamente e manter a qualidade da entrega. E muito mais! Se não for revisto toda a dinâmica atual, estamos fadados a extinção.

    • MARIA DO ROSARIO ALVES GODINHO disse:

      Tiago, gostei do seu comentário quando diz sobre o descaso por parte de alguns estabelecimentos e instrutores. Quem precisa do documento muitas vezes se sente refém de algumas situações e ás vezes até humilhantes. Eu tenho CNH categoria B mais ou menos 20 anos, modesta parte dirijo bem. Há pouco tempo tentei incluir a Categoria A, tive tantos aborrecimentos que acabei desistindo da carteira e da minha moto que eu adorava.Certa vez quando treinava na motopista ouvi de um certo instrutor para ter cuidado com os freios da moto, para não estragar. Chegou até ameaçar não dar aulas para mim. Como rodar numa motopista sem utilizar os freios? Outra situação também é colocar uma pessoa de baixa estatura numa moto não rebaixada.É claro que a aprendizagem vai ficar comprometida, sem contar as quedas que são inevitáveis. Nos dias que antecedem o exame, as tais motopista vira um pandemônio.Você compra três aulas ou quatro, se conseguir dar duas volta é o muito. O número de reprovados é tão grande que chega até desanimar. Cada mês que passa aumenta mais porque entra outros novos alunos, alongando mais ainda a fila.Então a questão não é apenas mudança nas leis, mas sim a forma de organização. Isso vale também no caso das motopistas para carteira de moto, se realmente é um espaço adequado para treinos e realização de exames. Fica aqui meu recado para o deputado defensor da EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO.

  14. Amauri Aparecido Santos Silva disse:

    Sinto muito, mas o senhor deputado esta um tanto quanto enganado.
    No atual modelo vigente no País, os CFCs não são tão importantes não.
    Este papel, pode ser fácilmente trocado pelos instrutores que contratados para ministrar aulas particulares (conforme prevê também certo PL), formem os candidatos com o mesmo empenho e rigor necessário.
    Os CFCs não querem formar condutores, é comum ouvir proprietários dizer que preparam alunos para o exame, não para conduzir veículos automotores, a grande maioria não possuem didática, e muito menos ferramentas de ensino.
    Tanto que até nos dias de hoje ainda dizem ter autoescolas, isto já foi extinto pela 168, hoje são Centro de Formação de Condutores (C.F.C.), conseguem perceber a diferença?

    Um forte abraço a todos, e tomara que este governo não desvie no caminho de seus objetivos.

  15. Maria de Lourdes André Penna disse:

    Tive o prazer de participar deste lançamento, muitíssimo importante pra todos nós que nos preocupamos com a Educação para o trânsito e a Formação de Condutores. Porém na minha opinião Minas poderia ter tido mais representantes. O Paraná está de parabéns, compareceram um número significativo de Proprietários de CFC’s.

  16. Carlos Alberto Linhares disse:

    O papel do Instrutor de Trânsito, é orientar os futuros condutores de veículos para serem condutores defensivos, cabe ao instrutor teórico e prático desempenhar seu ofício com competência e responsabilidade.
    Os Centros de Formação de Condutores-CFC- devem ter muita responsabilidade na formação desses condutores,devem passarem por uma avaliação permanente do DETRAN do seu estado. Vejo muita burocracia
    e pouca ação para minimizar os acidentes que ocorrem no trânsito por parte do órgão acima citado.Os instrutores de trânsito dos centros de formação de condutores-CFC- deveriam serem mais valorizados por
    parte das autoridades competentes. A semana do trânsito 18 a 25 de setembro, vejo pouca ação educativa
    do Detran e do departamento de trânsito do município.
    O Governo Federal, por sua vez já deveria oficializar na grade curricular esta disciplina Legislação de Trânsito
    que é muito importante da Pré-escola até o nível superior.
    Professor Carlos Linhares-Sobral(Ce).

  17. José Alberto disse:

    Parabéns Deputado pela atitude em defesa das Escolas de Trânsito.. são através dos Centros de Formação (auto escolas) que se consegue transmitir regras básicas de trânsito e assim evitar acidentes..

  18. Emerson Duraes disse:

    O problema não é a Formação pois como instrutor de Trânsito passo todas as informações cabíveis aos alunos e a prova que eles aprendem é que fazem o teste no Detran e passam … Problema é quem executa o trânsito não tem peso fazem o que querem depois por ex . Crime dirigir alcoolizado se é crime então deveria ser cassação mas apenas infração e suspensão do direito de dirigir . Problema não é CFCs mas sim órgão Executivo do SNT!

  19. Guilherme Alexandre disse:

    Desde 2010 que me formei em instrutor de traansito! Meus professores falaram desse projeto, ter matéria de trânsito nas escolas do ensino fundamental e médio .
    Mas até hoje nada mudou !
    Continuo trabalhando em CFC B .
    Onde sou empregado e tiro o sustendo para minha família,agora oque me preocupa é qual pessoal sem estudos de trânsito poder ocupar nossos cargos.
    Sem dúvidas vai aumentar exageradamente o número desempregados .

  20. Ronaldo disse:

    Deveria ser, inclusa desde o primeiro ano do ensino médio.como um instrutor educar um indivíduo em 20 horas aulas,e também uma pessoa formada,não vai trabalhar recebendo um salário tão devastado .recebendo pouco mas de 1.2000 .o que querem e tapar o sol com penera.

  21. Jonas disse:

    A autoescola ou o instrutor de trânsito se as autoescola pagasse melhor aos instrutores seria melhor

  22. Bruno Henrique Mello Bastos disse:

    Acredito que se o país fosse sério deveria ter o teórico introduzido desde o ensino primário para assim não haver gasto com o mesmo e aumentar o número de aulas práticas!
    Ao Invés de 20 aulas práticas, poderiam subir para 50!
    10 aulas para ensinar e desenvolver os princípios básicos.
    10 aulas noturnas.
    10 aulas em vias movimentadas.
    10 aulas em rodovias.
    10 aulas para ensinar a estacionar e outros.
    Aí eu acreditaria que o CFC seria fundamental para a queda no número de acidente!

    👉 Hoje o que vejo é o resultado do que a anos os donos de CFCs vem plantando!

    👉((( Há EXCESSÕES )))👈

    – Colocam a culpa do valor da CNH nas taxas mas essas não chegam a 500 reais!

    – Colocam a culpa do valor da CNH em pagar instrutores, mas os mesmos na sua maioria são mal remunerados!

    – Fazem inúmeras falcatruas!

    – Querem economizar em tudo inclusive no combustível, sendo que o mesmo é utilizado nas aulas!

    Eis o resultado, começaram a ver o CFC como algo fútil e eis a bola da vez que muitos visam derrubar!

  23. Jorgeluissilvasantos Santos disse:

    Meu nome é Jorge, sou instrutor de auto escola, nós somos a classe mais desqualificada que tem, somos tratado com ze ninguém, mais sem nós os donos de cfcs são nada, somo umilhado e trabalhamos de 7 da manhã ate as 8 da noite e eles ñ reconhece o nosso trabalho, paga mal,infelizmente trabalharmos pq precisarmos é difícil.

  24. carlos antonio patrocinio disse:

    o governo teria e q abaixar o preco das taxas do detram muito alta 280.00 pra remarca exame ….

  25. Valneide disse:

    Parabéns Deputado! As Autoescolas são imprescindíveis para a formação do condutor. Com todo respeito aos instrutores que aqui se manifestaram negativamente, existem sim maus patrões e na mesma proporção ou maior ainda, existem péssimos instrutores que não fazem seu trabalho como deve, ficam o tempo todo no “maldito” celular e não dão atenção ao aluno (que na verdade é o seu patrão) e sabe quem responde por isso??? a Autoescola que tem seu nome denegrido perante a população e as vezes até nas mídias sociais porque na faixa de identificação do veículo da Autoescola está escrito o nome da Autoescola e não o nome do instrutor que está ministrando a aula de péssima qualidade!

  26. Olé, senhores.

    Concordo plenamente com a proposta do deputado. Mas vejo que todo meio concernente a educação para o transito deve ser modificado.
    Os instrutores dão 10 aulas por dia para receber um pouco mais que um salário mínimo. Muitas vezes sem condições adequadas de trabalho, como veículos ruins, tendo que andar apenas 8 km por aluno…
    Uma grande parcela dos CFC’s só se preocupam em aprovar os alunos nas provas, não se preocupando de fato com o aprendizado voltado para realidade do trânsito.

    A educação para o trânsito só seria mais eficiente na redução de acidentes se houvesse o ensino desde o ensino básico e as autoescolas entrariam como um reforço teórico atrelado ao aumento das aulas praticas.

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