Publicado em 09 de julho, 2015 as 17h10.

Idosos têm respostas 40% mais lentas ao volante

Por Talita Inaba.

Muitos motoristas ficam em dúvida sobre quando devem parar de dirigir. Isso porque, não há uma idade máxima regulamentada para a prática da direção. Sabe-se que a validade da CNH é de 5 anos para condutores de até 65 anos e de 3 anos para condutores acima de 65 anos, ou conforme laudo médico. Isso se deve pela necessidade de serem avaliadas suas condições médicas, em virtude das possíveis disfunções decorrentes do avanço da idade. Segundo o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, condutores que já passaram dos 60 anos têm respostas 40% mais lentas ao volante que motoristas com até 50 anos de idade.

Essa pesquisa avaliou 45 idosos por meio de um simulador de direção e revelou que os mais velhos levam, a partir da identificação da placa “pare”, 1,34 segundo para frear completamente o carro, sendo que entre os jovens, esse processo dura em média 0,96 segundo.

Os principais motivos de alguns idosos serem considerados incapazes para dirigir são a perda da cognição, visão, audição, sintomas naturais do envelhecimento e ainda, a saúde física geral, força, flexibilidade, uso de medicamentos, excesso de multas e dificuldade para realizar as provas de avaliação.

Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) em 2008, existiam cerca de 4,5 milhões de idosos habilitados, sendo que os motoristas envolvidos em acidentes de trânsito com vítimas, 4% tinham 60 anos ou mais.

O idoso no trânsito

Um estudo elaborado pelo Observatório Paulista de Trânsito, vinculado ao Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), revelou que a cada grupo de 100 mil habitantes, 21 idosos morrem em acidentes de transporte terrestre no estado de São Paulo, sendo que o país tem uma média de 31,1 mortes por 100 mil habitantes.

Dados do Departamento de Trânsito do Paraná mostram que, entre 2011 e 2013, houve aumento de 8% no número de vítimas de trânsito na melhor idade. Em 2013 foram 3.950 atropelamentos com 337 mortes em todo o Estado, sendo que em 27% dos casos as vítimas fatais tinham mais de 60 anos.

Em 2013, ocorreram 44.812 pessoas morreram, em todo o país, em acidentes de transporte terrestre. Desse total, 6.598 eram idosos.

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