• Reciclagem de Condutores

Publicado em 08 de agosto, 2019 as 18h20.

Sala de Visitas: diretor do Denatran diz que é preciso rever conceitos e diminuir o peso do Estado sobre o cidadão

Por Celso Mariano.

Entrevista exclusiva gravada em 07/08/19.
Entrevista exclusiva gravada no DENATRAN, em 07/08/19.

Na última terça-feira (07) o diretor do Portal do Trânsito Celso Alves Mariano conversou com o diretor-geral do Denatran Jerry Adriane Dias Rodrigues, em seu gabinete, em Brasília.

Dias é Policial Rodoviário Federal há 25 anos e atuou na educação, na formação de policiais e na instrução de trânsito em diversos locais.

“Sei da importância da educação na mudança de comportamento”, afirma.

O diretor do Denatran lembra que o Código de Trânsito Brasileiro fala em educar para o trânsito desde os primeiros anos escolares, o que ainda não foi possível implementar. “Se não conseguimos isso, como vamos querer, quando esta pessoa é adulta, transformá-la em um bom condutor? Porque o trânsito não é somente cumprir regras, conhecer a sinalização, as normas e saber operar o veículo. Não é isso. Trânsito é um exercício de cidadania. Nossa constituição fala do direito de ir e vir e o trânsito é um palco de relações muito complexas. Todos, de alguma forma, estamos nos relacionando dentro do trânsito. Então, a formação do condutor não pode ser resumida àquele momento em que ele está se preparando para fazer a prova para receber a sua CNH. Não podemos desconsiderar o todo para discutirmos setores”, explica.

Ainda sobre o processo de formação de condutores, Dias fala que é preciso diminuir o peso do Estado sobre o cidadão. “Faremos isso reduzindo custos e fazendo controle. Esse controle é monitorar as ações, avaliar resultados e até mesmos reconsiderar decisões tomadas no passado, ou mesmo agora, se entendermos que isso seja necessário”, diz o Diretor.

“Temos conversados com o setor de formação de condutores e entendemos que precisamos rever conceitos”, diz Jerry Adriane Dias.

Ações de educação

O Denatran está preparando ações para educação de trânsito, com o objetivo de criar uma estrutura que seja mais perene. Dessa forma, segundo Dias, o cidadão chegará na época do preparo para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e já terá aprendido coisas básicas. “Por exemplo, ceder o assento no ônibus para um idoso, não deveria depender de uma regra, deveria acontecer naturalmente.”

“O custo da habilitação está muito alto. Assim, temos um efeito contrário: muitos condutores não habilitados nas ruas”, afirma Dias.

No 11º minuto do vídeo, Celso pergunta sobre o problema grave da não medição e não acompanhamento os resultados das medidas adotadas, o que sempre gera uma insegurança no momento de novas mudanças. Dias analisa o histórico conhecido, que aponta reduções pontuais logo após ações importantes, como a implementação do Código de Trânsito Brasileiro e da Lei Seca, com a volta logo depois, dos dados ruins. “Mas carecemos de certezas sobre o que efetivamente conduz a uma mudança de comportamento”, explica.

Dias diz também que é preciso trabalhar a Educação de base para a formação de um condutor cidadão, de um pedestre que compreenda sua responsabilidade, de um pai que compreenda sua responsabilidade em relação seu filho, sem que seja necessário o Estado estar tutelando tudo isso para que esta pessoa seja capaz de cumprir a norma. “Quando eu preciso de Estado demais, há algo que não está bem. A visão do governo é que o cidadão possa cumprir a sua parte e o Estado dê condições para isso”, diz.

Dados de acidentes

A partir do 12ºminuto da entrevista, Celso conversa com o diretor do Denatran sobre dados estatísticos. “É fato de que hoje o Denatran não tem dados de acidentes, apesar de ser competência dele fazer isso. Há alguns anos foi desenvolvido um sistema para isso, mas o que temos é um banco de dados vazio, porque as informações não foram alimentadas”, aponta Dias.

Custos

Jerry Adriane Dias fala sobre as taxas dos Departamentos Estaduais de Trânsito. “O governo não quer prejudicar nenhuma iniciativa empresarial, mas não quer muito peso para o bolso cidadão. Temos conversado com os DETRANs para compreender porque há tanta diferença nos valores das taxas cobradas do cidadão. Diferenças de até 1000%, em alguns casos! Uma das ideias é padronizar os tipos de serviços para que sejam iguais em todo país. Os estados continuarão a ter sua liberdade de estabelecer suas taxas, mas teremos condições de fazer comparações”, garante.

Ainda sobre custos o diretor do Denatran reconhece que os custos para o cidadão não são só da iniciativa privada, mas dos serviços do estado também. “Muitos dos custos surgiram como decorrências das normas emitidas pelo CONTRAN. O trânsito agora teve o seu patamar elevado, com CONTRAN no nível ministerial. O Ministro Tarcísio Gomes de Freitas está acompanhando tudo e participando das discussões. O próprio Presidente tem se envolvido como nenhum outro fez, em relação ao trânsito. Você pode não concordar com o que ele tem falado, mas é inegável que o assunto trânsito nunca tinha recebido tanta atenção e sido debatido de forma tão clara, por parte do governo federal. Estamos mudando a visão e estamos preparados e abertos para inovações. Se não, ficaremos parados no tempo e sem resultados efetivos, o que não nos levaria a lugar nenhum”, finaliza.

Para onde vamos? Teremos EAD? Os DETRANs darão conta de avaliar corretamente?

No 16º minutos Celso, ponderou que as diferenças entre os DETRANs vão além das taxas, ocorrem também nos protocolos e cumprimentos das regras do CONTRAN e, considerando ainda evoluções no processo, como o uso do EAD, tantas vezes ventilado pelo próprio Denatran, reforçam em muito a importância da qualidade das avaliações, pois há uma estrita e direta relação da qualidade da avaliação com a qualidade do processo que lhe precede. E perguntou: quanto à capacidade dos DETRANs em fazer boas avaliações, com todos os defeitos que vemos no sistema atual, com inúmeros problemas com banco de questões e mesmo com critérios de avaliação prática, o que podemos esperar?

A partir do 20º minuto, Dias responde que o Denatran criou um fórum permanente com os DETRANs para estudar em conjunto soluções para esta necessária melhora de qualidade e padronização do processo, inclusive quanto ao banco de questões. Dias concorda que a avaliação deve estar focada no que é relevante e não apenas ao que é pertinente ao tema trânsito. Ele afirma que o Denatran vai buscar, mais uma vez, a formação de um banco nacional de questões que sejam adequadas a uma avaliação efetiva capaz de contribuir para uma formação adequada.

Qual é o futuro dos CFCs? Teremos um novo Código de Trânsito Brasileiro?

Celso questiona, no 24º minuto, sobre as intenções do governo quanto às modificações do Código de Trânsito Brasileiro. Após mais de duas décadas, o CTB sofreu muitos remendos, feitas  pelo CONTRAN e pelo Congresso, e há alguns projetos que causam muita preocupação, como o PL 3781/19 do Dep. Federal Gal. Peternelli, que inclusive mexe profundamente no papel dos CFCs e dos instrutores de trânsito. Há como aprimorarmos e aproveitarmos o que temos? Está na hora de um novo CTB? O governo pensa em propor uma alteração global no CTB?

“Há mais de uma centena de PLs, que interferem no CTB, tramitando no Congresso, além do PL enviado pelo Governo. Fazer uma alteração muito grande, estrutural, demanda uma análise muito completa e cuidadosa. Consideramos a possibilidade montar um grupo que trate de um novo Código, revendo alguns dos conceitos do CTB”, afirma.

Dias considera que, apesar de ser novo, o CTB foi construído com um certo olhar no passado. Daí a necessidade dele ser revisto.

Para ilustrar o seu pensamento ele questiona, por exemplo, qual é a efetividade da penalidade de suspensão do direito de dirigir, da forma como ela é feita hoje? Segundo ele, podemos ter um condutor que tem mesmo um comportamento de risco, ou alguém que esqueceu duas vezes de fazer a transferência do seu veiculo no prazo, esqueceu um licenciamento, ou descumpriu o estacionamento rotativo, e daqui a pouco chega aos 20 pontos sem ter sido, de fato, um risco para o  trânsito.

“Devemos tirar do trânsito, ou punir, os condutores de risco, não quem estaciona de forma irregular. Mas é preciso uma análise técnica apurada e, em função disso, optamos neste momento por apresentar proposta de mudanças de alguns pontos.”

Ele considera que estamos em condições de, no próximo ano, começar a discussão de um novo Código, revendo o que temos, tomando como modelo outros países, buscando um modelo menos burocrático.

“Quando o Presidente fala em aumentar a pontuação, causa espanto, mas consideramos ser muito mais importante, neste momento de dificuldades, de crise, de falta de pessoal e de recursos, atuarmos nas condutas de maior risco. Levamos isso em conta e colocamos no PL uma redução  no número de instâncias administrativas. Este é um aspecto positivo pouco percebido e pouco falado”, argumenta o Diretor.

Para Dias, por ter sido encaminhado como Projeto de Lei, a sociedade tem, através de seus representantes, a oportunidade de debater e discutir se é isso mesmo que ela quer, ou se alguma outra alteração deve ser feita.

Eventualmente, estas propostas podem atingir determinados segmentos que investiram neste setor. “É importante considerar o quanto o processo custa para aquele cidadão que muitas vezes não tem condições de pagar, e então construirmos algo que seja razoável. Não impondo, mas dando a oportunidade do cidadão fazer o que precisa para se preparar bem”,

EAD

A partir do 30º minuto, Dias fala sobre o polêmico EAD. “Temos que avaliar todas as opções, inclusive a Educação a Distância, que se espalhou no mundo inteiro e que é uma realidade da qual não podemos fugir”, defende.

Dias diz, ainda, que hoje em dia as pessoas não têm tempo e esse é um fator importante para viabilizar educação para vários públicos.

“Temos que nos adequar as tecnologias. Não podemos ficar para trás”, afirma.

Denatran digital

À propósito, sobre transformação digital (31º minuto), o Denatran está se aprimorando. Dias fala sobre soluções tecnológicas para notificação eletrônica,CRLV e CNH (veja aqui). “Várias informações e comunicações poderão ser feitas por smartphone. A ideia é tornar as coisas mais fáceis para o cidadão, mais baratas e com maior segurança, é nisso que estamos trabalhando aqui”, conclui Dias.

Assista na íntegra:

25 respostas para “Sala de Visitas: diretor do Denatran diz que é preciso rever conceitos e diminuir o peso do Estado sobre o cidadão”

  1. Silvio de Moraes disse:

    E como fica os servidores do Detran?
    Existe proposta de valorização das carreiras ?…

  2. Luciana disse:

    A primeira vista, quando ouvimos falar em EAD, ou processo de formação na forma facultativa, acredito que a maioria da população acha que será mais fácil, mas tenho dúvidas, pois acredito que um banco de perguntas nacional, vai tornar a prova mais difícil, e que a opção de se fazer ou não aulas num CFC, vai tornar a avaliação prática muito mais rigorosa. Não que isso seja ruim, porém antes de defender, temos que pensar nas consequências. O que vejo muito tb, é falar sobre baixar os custos para obter a CNH, em relação ao CFC, mas não vejo falar sobre as taxas, que acredito que seja um empecilho muito grande para boa parte da população.

    • sergio Watanabe disse:

      Na realidade se não houver o jeitinho brasileiro uma CNH não sairia por menos de R$2.500,00 pois o maior custo para os CFCs são operacionais como alto custo de aluguel devido a inúmeras salas obrigatórias, obrigação em ter diversos funcionários e ainda ser obrigado a ter um número mínimo de veículos. Hoje o que tem é um monte de corrupção como lucro e não por ser uma entidade de ensino ou empresa séria e graças ao próprio estado, pensava eu que Bolsonaro iria resolver isso mas me enganei, ele finda a instituição “CFC” e fortalece o jeitinho brasileiro

  3. Concordo que o preço da CNH tenha que ser reduzido sim! Mas temos que lembra ao governo, que os veículos de auto escolas tem tempo da serem utilizados tendo de ser substituído em períodos conforme regulamento da resolução 358, onde o veículos de auto escola tem um desconto muito ínfimo, por sua vez os taxistas tem um valor muito elevado nos desconto e aínda gozam da isenção do IPVA. sem contar também o auto preço dos combustíveis onde os veículo circulam cerca de 14 horas diárias levando ao alto custo da obtenção da CNH. precisamos rever isso tudo conto com a ajuda des vocês do PORTAL TRÂNSITO, que estão diretamente ligados aos grandes órgãos de trânsito.

  4. Marcos Motta disse:

    Vejo na modalidade EAD uma alternativa no processo de aprendizagem para 1ª habilitação como um paliativo temporário, enquanto seu conteúdo não é implantado nas escolas, conforme há mais de 20 anos preconiza o CTB.
    Já na parte prática, defendo a liberação dos instrutores da obrigatoriedade do registro na CTPS para obterem sua credencial junto ao órgão máximo executivo de trânsito dos estados – Detrans. Caso o parágrafo 6º do PL do general seja aprovado como está poder-se-ia conceder aos profissionais do setor outras formas de exercerem sua função, facultando aos interessados a autonomia, por exemplo.

  5. Muito boa a entrevista. Vamos aguardar o desenrolar das propostas e as modificações.

  6. Ana Paula disse:

    Pena q ele não falou q a notificação eletrônica não funciona direito e por isso os estados não podem implantar! É q o sistema é ruim e caro para os estados! E o cidadão deixa de ganhar o desconto da multa.

  7. Thiago disse:

    Acompanho sempre que possível o portal do trânsito, porém sobre as colocações do nosso diretor geral do Denatran tenho a dizer que são muito amplas, pois eu Brasil é muito extenso e imagino que o mesmo não conheça a real situação, não sou apenas uma pessoa do contra mas analiso de dentro do sistema, sou proprietário de um CFC no RS, e posso dizer que no nosso estado somos instituições de ensino, onde se cumpre realmente o CTB.
    Nosso único pedido é para que não sejam tomadas atitudes populistas sem debate e reais estudos, pois algumas das normas que hoje estão em vigor ou talvez deixando de estar em vigor são resultados de negociações no mínimo nebulosas, portanto, chamem quem trabalha dentro do sistema para opinar, mas escutem, não só para cumprir tabela.
    Todos unidos por um trânsito melhor!

  8. Julio Cesar de Aquino disse:

    Ele ficou muito na redução de custos. Concordo e gostei, principalmente em relação as novas tecnologias e a necessidade de não ficarmos parado no tempo. Porém há um ponto importante em relação a esta questão de custo. Todos que possuem um veículo,ou conduz um, tem que ter consciência de que a estrutura do trânsito tem um custo e não se pode ignorá-lo. Nos EUA, por exemplo, pois eles amam usar os exemplos de lá, um veículo não sai de uma concessionária sem um seguro, partindo do pressuposto que mesmo involuntariamente, eu posso te dar um prejuízo se eu bater em vc ou no seu automóvel. Então se as pessoas não tem como arcar com este tipo de custo, não deveriam ter a permissividade indiscriminada de fazer parte do sistema. O que se deve atacar, são os excessos de custos.

  9. Carla pianesso disse:

    Os CFCs, empresas que se habilitaram para estar no mercado brasileiro não são bolinhas de pingue pongue. São empresários (as) que a anos estão lutando para ficarem de pé/ empregam milhares de profissionais, enfrentam leis e portarias terríveis e acima de tudo contribuem e muito na formação dos motoristas. Então o governo deve ter respeito quando se trata de empresários e profissionais desta área/

  10. Marconi l.o.zanini disse:

    Precisamos pessoas comprometidas com a educação.instrutores por vocação não por os 30 dias e receber seu salário.com boa didática,dicção,oratório,postura,dedicação.suporte dos cfcs.antes de pensar no quanto vai arrecadar,pensar em formar um condutor consciente.

  11. Luiz Antonio de Azevedo disse:

    Parabéns, mostrou que é um profundo conhecedor do assunto e mais ainda do comportamento humano e seus costumes. Realmente se voltarmos nossa atenção para esse lado, no futuro próximo já veremos resultados relevante. Precisamos de mais gente com essa visão para somar a esse objetivo.

  12. O governo federal tem a intenção de reduzir custos, acho justo isso em contra partida o Detrans estão aumentando os custos pois o Simulador está saindo aí nos aparece a “Telemetria” quero saber se esse sistema implantado é de conhecimento do DENATRAN?

  13. sergio Watanabe disse:

    Celso como sempre muito coerente em suas perguntas e exclamações. Por incrível que pareça estava hoje falando em sala sobre o quanto de assuntos ou matérias sem sentido somos obrigados a passar aos candidatos a primeira habilitação, como exemplo disse para que colocar o que é CONTRAN , DENATRAN etc? Para que o aluno precisa saber onde fica o virabrequim ou o eixo homocinético? Daria para reduzir muito os blablabla e ir para o que realmente interessa reduzindo em mais de 50% o tempo de aula nos CFCs. Outra situação é o quanto de salas e funcionários temos que ter para manter um CFC como também um número mínimo de veículos de duas e quatro rodas aumentando o custeio para nós tanto em aluguel como em veículos, exemplo sou eu que não trabalho com categoria A mas tenho que ter duas motocicletas por 8 anos. Quando tenho aluno interessado nesta categoria eu acabo repassando ao colega que tem como um uso compartilhado igual ao simulador. Com tudo eu pergunto ao Diretor Jerry, com o fim dos CFCs A e a drástica redução de obrigatoriedade nos CFCs B, como nós poderemos bancar tantas exigências citadas por mim acima? Outra pergunta seria, o brasileiro tem condições de se comparar aos americanos onde lá existe matéria de trânsito nas escolas não havendo a necessidade de curso teórico e ainda em suas aulas práticas eles fazem em veículos automáticos o que é bem diferente dos nossos aqui que são mecânicos, então não seria o mesmo que jogar nossos jovens ao suicídio ? Meu voto foi para o Bolsonaro mas vejo muitas incoerências como ele mesmo diz que é contra a descriminalização das drogas mas coloca um PL onde finda os exames toxicológicos para motoristas profissionais onde sabemos que em cada 3 deles 2 são usuários de drogas e ainda pior o grande números de jovens que usam drogas principalmente maconha irão ter a PPD e após a CNH de forma facilitada? Minha última turma da noite com 34 alunos a metade são usuários de maconha e outras drogas mais pesadas e isso não haverá de se barrar ou se enfrentar aos novos motoristas? Sabemos que se ficar neste modelo de só haver exames com certeza o que realmente haverá é um festival de vendas de CNHs e a consolidação de todas as mazelas de hoje como o jeitinho brasileiro e o pior não haverá mais como voltar a trás. Corrigir a politica de ontem não foi desta vez ainda porque os antigos continuam a comandar este país e o novo só faz lambanças.

  14. ADEMIR TOANI disse:

    Não podemos concordar com EAD por vários motivos,como fazer um curso teórico de trânsito,sem o envolvimento do aluno nas discussões sobre as questões relacionada ao trânsito?
    Na sala de aula,quando alguém questiona um assunto,o professor sempre responde na mesma hora,isso se chama interação,o que no EAD deixará de existir.
    Se para o trânsito alguns políticos defendem o fim das aulas nas Autoescolas,fico imaginando nas Escolas de Tiro das Polícias,o policial treinando tiro ao alvo através de uma tela no computador,sem a presença física de um instrutor de tiro ao seu lado.
    Seria um absurdo!
    É muito importante ter ao lado do aluno,um instrutor.
    Quanto ao preço da habilitação,uma saída seria a liberação do número obrigatório de aulas práticas.
    O Contran ou o Detran,podem dar autonomia para o Instrutor fazer uma avaliação de cada aluno,antes do exame prático final,como se faz na Alemanha.
    Sabemos que um aluno é diferente de outro,tem aquele aluno,que com poucas aulas fica em condição de prestar o exame,com certeza o preço da habilitação para esse aluno,fica bem mais em conta.
    Os custos da primeira habilitação são elevados,porque existem empresas terceirizadas,que exploram as atividades das autoescolas.
    Também podemos dizer,que os sindicatos dos trabalhadores nas autoescolas,tem sua parcela de culpa no custo final da habilitação.
    São tantas as exigências,que só acarretam mais despesas e com isso,o preço vai parar nas alturas.
    Parece fácil baixar o preço,mas sem essas mudanças,fica impossível.
    Para não sermos excluídos do mapa,é preciso ceder e assim continuarmos ativos na nossa principal missão.
    Ninguém supera o Ensino de Trânsito,sem a presença física de um Instrutor.
    O trânsito brasileiro,não é uma fazenda!

    • sergio Watanabe disse:

      A questão é que não mandamos porcaria nenhuma, somos a marionete do Estado. Agora o estado vem dizer que quer o fim dos CFCs e nada poderemos fazer. Bolsonaro acerta com Moro, Tarsiso e Guedes etc. e erra pela sua boca.

  15. ADEMILSON OLIVEIRA DA SILVA disse:

    No meu ponto de vista o que deveria fazer valer é uma fiscalização ostensiva em todos os órgão ligados a Educação para o trânsito desde as aulas teóricas, frequência dos alunos, as práticas com dedos de silicone, o Ciretran’s com mais rigor, diminuindo taxas abusivas e exploradoras, os exames em um valor absurdo e os exames práticos de direção veicular mais apreciado pelos fiscais evitando quebras, Sr Diretor inicie pelo o que está errado para que os profissionais que trabalham corretamente e dentro das leis não se prejudiquem pela parte que trabalha na exploração, na má formação, na falta de ética e conduta. Acredito sim que a 9503/97 esteja desatualizada e necessitando de uma reformulação mas nada será novo se continuar as coisas acontecendo por debaixo dos panos.

  16. jaoa do caminao disse:

    eu fico d cara com os instrutores do CFC do estado Parana voçes estao preocupado com que vçs nao sao nem valorizado ta 3 anos sem aumento d salario se vc sair hj dos cfc com esse salario d 1127 reais façil d encontrar tabalho kkk

  17. NELTON DAL GALLO disse:

    para instrutor que ta com medo ficar sem emprego aqui no estado parana com esse salario 1127 e facil d achar CFC sindicato dos proprietarios d CFC merece isso mesmo nao valoriza fucionarios eu sou intrutor apoio fim das autos escolas viva bolsonaro

  18. NELTON DAL GALLO disse:

    tem muito instrutor preocupado com projeto do fim dos CFC aqui no estado do parana com esse salario de 1127 reias tres anos sem aumento vc vao achar algo bem melhor ou ingual CFC nossa classe ta desvalorizada nao vejo motivo para instrutor lutar contra esse projeto cfc junto ccom sindicatos dos propietarios dos cfc nao valoriza instrutor fucionario pergunta para sindicato do CFC e o sindicato do instrutor quando sai o aumento do salario tem mal que vem pra bem eu sou instrutor e apoio bolsonaro

  19. antonio messias junior disse:

    eu acho sindicato dos CFC e dos instrutor vamos fazer campanha contra esse projeto sindicato do CFC parana tem muita morall com os instrutores vamos a luta

  20. O que vejo tbem,é a falta de perfil de alguns proprietários de CFCs,Muitos ainda não priorizam a formação e sim o lucro fácil. Pelo menos aki na minha região infelizmente é assim.

  21. Cleber Manzini disse:

    Para prender os ratos não é preciso colocar fogo na casa toda.

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