Publicado em 26 de março, 2019 as 08h24.

Sala de Visitas com Francisco Garonce: o que vai mudar no processo de formação de condutores?

Por Celso Mariano.

Nas últimas semanas o processo de formação de condutores tem sido tema de muitas discussões em Brasília. O Diretor do Portal, Celso Alves Mariano, foi recebido no DENATRAN pelo Coordenador-Geral de Educação para o Trânsito, Francisco Vieira Garonce.

Neste primeiro Bloco deste Sala de Visitas especial, Garonce fala sobre a sua volta ao DENATRAN, sobre o período em que apresentou o programa Brasil Caminhoneiro, no SBT, e como tudo isso o ajuda, hoje, a tratar com um olhar diferente as questões de regras e legislações que afetam a vida destas pessoas.

Na aeronáutica, Garonce desenvolveu projetos de educação e treinamento, inclusive na modalidade a distância, o que lhe deu uma boa bagagem nesta área. Em sua primeira passagem no DENATRAN, coordenou uma grande tentativa de reestruturar a formação de condutores. No Brasil caminhoneiro Garonce conta que teve contato direto com as pessoas e viu a importância de ter conhecido a realidade, os desafios e carências de quem vive nas estradas. Assista:

No segundo Bloco, Celso pergunta sobre a modalidade de ensino a distância na primeira habilitação. Como o EAD se encaixa nos propósitos de simplificar e baratear os custos para os cidadãos ? Teremos um dia EAD na primeira habilitação?

Garonce, que é pós-doutorado em e-learning, nos EUA, fala sobre a modalidade a distância e afirma que o formato presencial e o formato a distância não têm, em si, o bom ou o ruim. A qualidade dos cursos não depende deste formato. Cita que, no caso da aviação civil, onde cursos preparatórios para as provas não são obrigatórios, o formato EAD é naturalmente utilizado, para determinadas fases do processo.

Contou ainda sobre a Driver’s License, cuja obtenção pode ser tentada diretamente pelo cidadão americano autodidata. Diz que há que se considerar as diferenças de sociedade, estrutura e amparo legal entre Brasil e EUA. Ainda sobre referências internacionais, fez ressalvas ao modelo americano e elogios aos países do norte europeu.

Nosso Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina claramente sobre como deve ser o exame teórico, mas não sobre o curso de formação teórica, que não está na Lei 9.503, e sim em uma Resolução, a 168/04, de 2004. Esta, por sua vez, está muito ligada a Res. 358/10, que detalha como um Centro de Formação de Condutores (CFC) deve se estruturar e funcionar para cumprir o que é determinado pela 168.

A grande preocupação no processo de reestruturação da 168/04, conduzido por Garonce em 2017, foi fazer com que caminhassem paralelamente a reestruturações tanto da formação, quanto das estruturas mínimas exigidas para tal.

Garonce relembrou que em novembro de 2017 as Câmaras Técnicas entregaram para o CONTRAN, um processo que sofreu mudanças e foi aprovado. Mas fortes reações junto a sociedade, por conta de questões inseridas depois, como o curso obrigatório para Renovação da CNH, fizeram com a Res. 726/18, fosse revogada na íntegra. (veja aqui)

“Não queremos que isso se perca e, por isso, vamos resgatar aquilo que as CTs geraram, sem aquelas mudanças subsequentes, e juntar com as opiniões, sugestões e críticas que estão sendo coletadas nas Reuniões Consultivas para verificar o que se aplica neste momento”, disse Garonce.

Destas reuniões, têm participado empresas, DETRANs, CFCs, ONGs e cidadãos interessados no assunto. Ao mesmo tempo, estão sendo resgatadas todas as contribuições que foram recebidas em 2017, por ocasião das consultas públicas, considerando que nem tudo o que foi colhido em 2017 se aplica hoje, em 2019. Em relação ao novo Governo, Garonce disse que existem promessas de campanha e diretrizes muito claras, como não aceitar soluções que aumentem custos para o cidadão.

“A intervenção do estado no processo não será forte a ponto de impossibilitar a execução das ações. Ou seja, o estado não será o Big Brother que vai acompanhar tudo o tempo todo, porque isso tem custo. E esse custo será pago pelo cidadão e os CFCs que, sabemos, tem passado por um momento econômico delicado. Mas vamos garantir mecanismos para que as normas sejam cumpridas, afinal, não há punição maior ao correto do que fazer visita grossa: CFC que trabalha direito, tem custos. Mas como este CFC vai competir no mercado com quem não cumpre as normas?”, questiona.

Assista o terceiro Bloco:

Celso insiste: teremos EAD na Primeira Habilitação?

“A discussão vai além de ouvir os CFCs. Ouvimos também vários setores e entidades, como o ONSV, o SOS Estradas, o Trânsito Amigo e diversas entidades que representam vítimas do trânsito”. Ou seja, a sociedade civil como um todo está sendo ouvida, e não somente pessoas que defendam unicamente o interesse de determinados grupos. 

Para tanto, mantemos abertos os canais de comunicação em fórum online. Todas as opiniões serão lidas e consideradas”, afirma.

Garonce lembra que hoje a Res. 168/04, amparada com a Res. 358/10, determina como é o curso teórico presencial de 45 horas-aula. “Nestas Reuniões Consultivas estamos ouvindo opiniões sobre se vamos manter este modelo ou vamos evoluir para outras formas como EAD, ou ainda, se vamos permitir o autotreinamento teórico e apenas a aplicação do exame”.

Um ponto importante é que a avaliação deixa de ser regional, passando a ser aplicada uma prova única, nacional. Para tanto, o DENATRAN vai desenvolver um Banco de Questões de aproximadamente 3 mil questões, para aplicação em prova eletrônica com 75 questões. Garonce defende que seja um banco aberto, tal como acontecia no Rio Grande do Sul, nos primeiros anos do CTB, numa parceria do DETRAN gaúcho com a Fundação Carlos Chagas. Questões bem elaboradas, focadas no aprendizado do que realmente importa para a segurança do trânsito, classificadas por grau de dificuldade (muito fáceis, fáceis, médias, difíceis e muito difíceis) e regularmente atualizadas comporiam esta banco.

Assista o Bloco 4:

Estamos próximos disso?

Garonce explica que a discussão começou. E defende que a criação do Banco de Questões aconteça de qualquer forma, independente de como seja o processo de formação de condutores.

“O que se busca é uma formação de qualidade, que o indivíduo conheça a parte teórica antes de ingressar na parte prática”.

Ele afirma que não existe decisão alguma tomada a respeito destes assuntos todos. “Levantar estas questões tem como objetivo construir um mapa de entendimento da situação. Não podemos, por tabu, não discutir os assuntos”, diz Garonce.

Ele diz que o ambiente no DENATRAN é favorável, que o Diretor Geral Jerry Adriane Dias Rodrigues, que tem quase 30 anos de experiência em trânsito, é acessível, aberto a novas ideias e que está disposto a ouvir todos. “Estamos ouvindo para não tomar nenhuma decisão monocrática”, afirma.

Garonce faz um apelo para que as pessoas não deixem para criticar somente após estes assuntos já terem sido decididos, por que é sempre muito mais difícil reverter. “Se você não concorda, mande sua opinião”.

Assista o Bloco 5:

Aulas noturnas e simuladores

Garonce explica que para extinguir as aulas noturnas, é necessário mexer na Lei, o que é difícil e depende do Legislativo.

“Enquanto a Lei não muda, o que o DENATRAN pode fazer é determinar o mínimo, já que não há determinação legal detalhando isso”.

Este mínimo será de 1 hora, podendo ser na via ou no simulador. Ele explica que não há intenção de proibir a aula noturna e que os aspectos de segurança para instrutores e alunos, por um lado, e também a importância de que aulas noturnas aconteçam, por outro, estão sendo considerados. “Este estudo também fará parte deste mapa de situação que está sendo construído”, diz.

Mais uma vez, Garonce cita o que acontece na aviação, onde o uso de simuladores, ora na formação, ora no aperfeiçoamento e especialização, é prática comum e plenamente dominada. Esclarece que, no caso do simulador hoje utilizado nos CFCs, houve uma otimização para pessoas que não têm qualquer experiência em dirigir automóveis. Isso explica porque pessoas já habilitadas ficam com a impressão que estes simuladores não são bons. Ele salienta que o simulador é uma ferramenta e, como tal, precisa ser bem utilizada.

Ele revela que a intenção é retirar a obrigatoriedade dos simuladores.

“Hoje a formação prática é de 25 horas, sendo 17 no veículo e 8 no simulador. O que está sendo proposto é que estas 8 horas-aula sejam opcionais. De tal forma que o aluno terá a liberdade de fazer ou não”.

Mas por enquanto, essa ideia é uma possibilidade colocada para análise do CONTRAN.

Assista o Bloco 6:

Celso Mariano pergunta para Francisco Garonce como será o CFC do futuro? Fora o universo da formação de condutores, há uma imensa revolução em andamento no mundo externo aos CFCs, como veículos autônomos, inteligência artificial, veículos compartilhados, aplicativos de transporte, diminuição do interesse dos jovens pela CNH e compra de veículos, que os afetam.

Garonce afirma que não há resposta certa para esta pergunta.

“Quem vai ensinar precisa sempre se libertar do passado e preparar os alunos para um futuro incerto. Vários teóricos dizem que nos próximos 20 anos, 50% das ocupações de hoje, deixarão de existir. Não dá para brigar com a realidade. É preciso entender com a maior rapidez possível”.

Para ilustrar, ele contou um história sobre as diferentes reações de dois empresários do mesmo ramo frente à evolução tecnológica e o que aconteceu com eles como consequência de suas decisões.

Para Garonce, o CFC do futuro vai precisar saber preparar este “condutor do futuro”, que hoje, não dá para saber como e quem será. Pode ser um mero ocupante de um veículo autônomo, usuário de transporte público, ou ainda ter diferentes níveis de interação com as novas tecnologias.

A mensagem de Francisco Garonce é de que é preciso desapego e mente aberta para entender o futuro. “Diante da incerteza, precisamos nos apegar ao que é valor fundamental: qualquer que seja o trânsito que venhamos a ter, ele deverá ser seguro e as pessoas deverão estar preparadas para promover esta segurança. Tentativas, erros, acertos e correções vão nos conduzir ao objetivo de uma mobilidade segura”, afirma.

O papo é encerrado com agradecimentos e o convite para que todos participem, manifestando suas opiniões, tanto no Fórum do DENATRAN quanto no formulário do Portal do Trânsito.

Acompanhe este assunto:

Entrevista com o Coordenador-geral de Educação do DENATRAN, Francisco Garonce 

Sala de Visitas com o especialista Julyver Modesto de Araújo

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21 respostas para “Sala de Visitas com Francisco Garonce: o que vai mudar no processo de formação de condutores?”

  1. camila disse:

    se tirar os CFC´s como vai ser a questão de muitas pessoas desempregadas e porque não ter como matéria obrigatória nas escolas fazendo parte do currículos escolares, assim trazendo mais emprego para as pessoas nessas áreas, nas escolas poderiamos trabalhar de uma forma muito interessante com os alunos, teria avaliações etc….

  2. Cesar Leão disse:

    Na aviação não é obrigatório o curso de PP, já o de PC é sim.

  3. Aguinaldo disse:

    Concordo plenamente com o que a Camila disse.

  4. Roosewelt Aragão disse:

    O processo de formação do condutor precisa urgentemente se modernizar, se adequar a velocidade da informação,nossos legisladores tem que sair de suas salas e conhecer a realidade dos CFCs. Faz-se necessário com esse processo,constante capacitações para os profissionais que ficam em contato com os novos condutores.Importante também a capacitação dos examinadores que atestam a capacidade do novo condutor,o processo em si precisa de um grande upgrade desde o início com o cadastro até o final com o exame prático. Importantíssimo a EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO como base no currículo escolar,isso é urgentissimo.

    • Ruy Neres Peixoto disse:

      sou instrutor , eu estava fazendo um trabalho em uma escola pública relacionado ao trânsito
      ou seja dava aula voluntário de trânsito para crianças e adolescentes quando estava desempregado e os alunos gostavam muito tive que da uma parada pq voltei a trabalhar
      estou me programando para voltar de novo
      o único problema é que enviei emails para os órgãos do setor e a única resposta que tive foi que ao podiam me ajudar até ora tecnodata mandei tbm
      e me disseram a mesma coisa
      estou me preparando ora voltar em breve pra poder bancar o meu material de apoio
      eu tenho que comprar um projetor com Wi-Fi pra ficar melhor a explicação para os alunos
      e por enquanto não tenho condições de comprar um
      já pedi pra várias empresas do ramo e não me ajudaram
      ou seja
      quando alguém quê fazer algo para beneficiar a população não encontra ninguém pra ajudar
      pq nesse país as empresas dia a lucro se elas não ganhar em cima de alguém ou de alguma coisa pra elas não é interessante
      eu não vou desistir desse meu projeto
      pq gosto do que faço, só estou colocando minhas contas em ordem pra poder comprar meu material de apoio e voltar com força total
      me desculpe pelo desabafo
      é como já disse antes nesse país tds tem que ganhar algum se não ganharem não é interessante ora eles

      até.

      Att. Ruy Neres

      • Celso Alves Mariano disse:

        Caríssimo Ruy, primeiramente, meus sinceros parabéns por seu empenho e determinação. Como você mesmo vivenciou, não é muito fácil fazer educação para o trânsito nas escolas. As empresas que trabalham no setor, pode acreditar, também sofrem para conseguir se manterem atuantes. Sendo você instrutor de trânsito, também sabe que a fonte de recursos deve partir do órgãos do SNT que, por sua vez, têm a obrigação de fazer a educação para o trânsito acontecer. Se as escolas, mesmo as públicas, não recebem a devida atenção, imagine o voluntariado! É lamentável esse desperdício de mão-de-obra, especialmente, de pessoas com qualificação, como deve ser o seu caso. A Tecnodata Educacional tem feito a sua parte disponibilizando gratuitamente mais de 1.000 páginas de conteúdo aqui, no Portal do Trânsito. São notícias, artigos, análise, opinião e conteúdos de aplicação direta em sala de aula, que podem ser utilizados livremente, desde que citada a fonte. Além disso, através do Instituto Prevenir, muitas escolas têm sido atendidas com projetos de Educação para o Trânsito. Eu gostaria de saber mais sobre a sua história. Envie um email para contato@portaldotransito.com.br

  5. Nelson Barche disse:

    Um projeto populista que não vê o caos social da medida, em média 77 mil CFCs como 8 colaboradores quantos desempregados ?
    Tô nem aí , como dizia o saudoso Chico Anisio- o povo que se espluda
    Será ……….

  6. jucilei paulino disse:

    …..O condutor brasileiro precisa aprender a aprender..
    de momento penso que ead nos cfcs é um retrocesso.
    O grande problema esta na falta de compromisso que os dnos de cfcs tem com a formacao do instrutor a grande maioriia dos professores estao fazendo formacao de condutores com apenas o curso de instrutor……Putz !!! fico muito chateado…

  7. jucilei paulino disse:

    …..Comente ai se o teu cfc esta organizando eventos work shops , quando foi que você instrutor foi liberado para uma palestra de segurança viária, ou politicas publicas.
    ………

  8. jucilei paulino disse:

    ………Alguém poderia passar ou dizer se a assessoria do Dr francisco tem endereço eletrônico aberto a ouvir a classe de instrutores ?

  9. Ubiratã disse:

    Primeiro precisa mudar o exame prático, porque é uma vergonha o aluno fazer um exame, e usar apenas o veículo em 1° e 2° marcha, em uma via sem o mínimo de movimento, e ser apenas uma volta em um quarteirão, ridículo, exemplo a banca D em São Paulo capital, outro exemplo e a banca da Aricanduva, onde o exame é feito dentro do estacionamento de um Shopping, ridículo, exame prático não é pra saber se o aluno sabe ou não dirigir, é apenas pra apontar o que vai fazer de errado em um circuito ridículo, então mudem o circuito do exame, e retirem essas aulas obrigatórias que também são ridículas, aulas tem que ser livres e o aluno ir para seu exame preparado realmente, se fizerem 40 aulas e serem aprovados ótimo, se fizerem 01 aula e serem aprovados melhor ainda, hoje de 30 a 40% dos alunos já sabem dirigir e não tem necessidade de fazer 25horas aulas, por ser um exame tão ridículo, e outros que nunca tiveram noção em dirigir, fazem apenas as aulas obrigatórias e são reprovado, ou vcs acham que pra quem nunca dirigiu, se aprende com 25horas aulas, kkkkkkkkk na verdade essa obrigatoriedade é apenas para tampar o sol com a peneira, outra bobagem é o curso teórico obrigatório, o aluno tem que ter o direito de participar ou não desse curso, se ele tiver a capacidade de estudar pela internet e fazer sua prova ótimo, mais o aluno tem que ter o direito de escolha, entre fazer o curso ou não fazer, outro ponto é o simulador, que custa uma fortuna para os CFc, e também não serve pra absolutamente nada, inclusive são de péssima qualidade, ou seja, enquanto não tiver um processo mais sério, nossos motoristas nunca estarão bem preparados, mude isso e tudo vai melhorar,

  10. Saulo Frota Borges disse:

    O processo de aprendizagem é algo dinâmico, que requer tempo e espaço para se realizar, e aliado a isso, as capacidades cognitivas dos aprendentes não são algo padronizado, e que todos finalizarão a cognição dos seus conhecimentos ao término da formação teórico-pratica naquele assunto. Não é algo que todos estarão habilitando-se a contento dentro de um programa pré-estabelecido, e que findo o processo, estarão aptos a receber a sua CNH. Há que se pensar que a habilitação para qualquer atividade ocorre com o tempo de experiência no assunto considerado. Portanto, somente o tempo de estudos e a prática constante, independentemente dos tipos de plataformas de ensino apresentadas aos instruendos, é que formará o condutor capaz de conduzir um veículo de forma acertiva e segura. A convivência da construção dos conhecimentos e habilidades, neste momento, requerem todos os tipos possíveis de metodologias disponíveis para se alcançar os conhecimentos ideais para uma boa condução veicular, mais humana e mais eficaz.

  11. Edson Goncalves disse:

    Bom dia meu nome e Edson sou proprietário de um CFC em Porto Velho RO o processo de Habilitação no brasil não e e tao ruim digamos que e razoável , mas depois que o motorista vai para o transito ele e como um passarinho que aprendeu a voa e a fiscalização e precária o bastante para deixar ele fazer o que ele bem entender para o resto da vida, falo da minha realidade, não adianta ter uma formação boa e não ser fiscalizado em um transito como o nosso, agora compara formação de piloto com motorista e demais.

  12. Maria disse:

    Penso que suspender o processo bde ensino e aprendizagem do aluno com instrutor pode gerar no futuro um problema ainda maior. Passei por um CFC para tirar minha CNH e até hoje prático tudo o que meu instrutor me ensinou, quando iniciei o processo eu pensava que sabia dirigir, cheia de automatismos incorretos e vícios de direção. Hoje como instrutora tenho a oportunidade de repassar esse conhecimento. Para um trânsito seguro o Brasil precisa de mais fiscalização e adequação no trânsito, nossas vias não oferecem condições seguras. Muitos condutores sem possuir a CNH dividem espaço com os condutores já habilitados. E falar de desburocratização, podemos citar os próprios DETRANS e clínicas médicas, preços altíssimos. São assuntos que merecem uma atenção especial. A educação no trânsito precisa sim fazer parte do curriculum escolar e construir um trânsito seguro ao longo do tempo.

  13. Kátia Regina Mota Melo disse:

    Sou proprietária de um Centro de Formação de Condutores, na minha opinião de tudo que eu ouvi vou dar algumas sugestões: Para se fazer um valor justo para ambas as partes o Processo de Habilitação deveria ser realizado em um só lugar desde o Pré Cadastro, Exame Médico e Psicotécnico, Curso Teórico, Prova Teórica, Aulas de Direção em via pública e o Simulador seria opcional para o aluno que iria avaliar depois de ter passado exemplo por 17 aulas. Teríamos assim um número menor de Autoescolas com mais qualidade de preço e na formação de novos motoristas. Hoje o cenário que eu vejo é uma concorrência desleal onde se cobra muito barato, vende se o almoço para comprar a janta e tem um péssimo serviço oferecido pelas autoescolas. O Empresário sério que trabalha direito como eu até 14 horas por dia para ter um bom índice de aprovação no resultado final das provas teóricas junto ao Detran, tem um custo muito alto, com impostos, funcionários, estrutura do local, bom funcionamento etc.

  14. Maria disse:

    Sou instrutora teórica a 10 anos, passei por muitas experiências em sala de aula, inclusive com pessoas que tinha trauma de direção por medo de acidentes, tanto no curso de primeira CNH, quanto em reciclagem e renovação. Por esse e outros motivo não sou a favor do EAD. A conscientização também que o professor trabalha em sala de aula é um fator a ser avaliado, muitos condutores jovens praticam roleta russa no trânsito, desenvolvem a prática da direção perigosa antes mesmo de ser habilitados.
    O Brasil tem muito a perder sem a ajuda desses profissionais.
    Uma vida não tem preço.

  15. Kátia Regina Mota Melo disse:

    Sou proprietária de um Centro de Formação de Condutores, na minha opinião de tudo que eu ouvi vou dar algumas sugestões: Para se fazer um valor justo para ambas as partes o Processo de Habilitação deveria ser realizado em um só lugar desde o Pré Cadastro, Exame Médico e Psicotécnico, Curso Teórico, Prova Teórica, Aulas de Direção em via pública e o Simulador seria opcional para o aluno que iria avaliar depois de ter passado exemplo por 17 aulas. Teríamos assim um número menor de Autoescolas com mais qualidade de preço e na formação de novos motoristas. Hoje o cenário que eu vejo é uma concorrência desleal onde se cobra muito barato, vende se o almoço para comprar a janta e tem um péssimo serviço oferecido pelas autoescolas. O Empresário sério que trabalha direito como eu que trabalho até 14 horas por dia para ter um bom índice de aprovação no resultado final das provas teóricas junto ao Detran, tem um custo muito alto, com impostos, funcionários, estrutura do local, bom funcionamento etc.

  16. jair f santos disse:

    A questao da seguranca no trNsito depende da mentalidade de quem dirije e nao do cfc

  17. Samuel Trevisan disse:

    Só concordo em ter a matéria trânsito no currículo escolar se as aulas forem dadas pelos instrutores de trânsito teórico-técnico já formados. Os professores de educação regular não têm preparo.

  18. ramon disse:

    tem pessoas que vao tirar a cnh que nunca mexeram em um computador, como fazer em ead? enquanto nao se exigir escolaridade minima acredito ser inviavel essa modalidade.

  19. ACINESIO FRANCISCO SIQUEIRA disse:

    Quero aqui dispensar minha opinião sobre o atual sistema de formação de condutores.
    Minha habilitação foi emitida no ano de 1981 , trabalho como condutor de ônibus desde 1990 . E posso dizer que tive um treinamento por parte da empresa que me deu muito conhecimento técnico para a execução da tarefa e está a cada seis meses nos levava a uma reciclagem.
    A forma com que se é determinada a formação de condutores não prepara para dirigir, apenas manusear um veículo e dirigir é muito mais que isso. Responsabilidade civil se deve começar no ensino fundamental para as pessoas terem consciência de seus deveres como cidadão. Que antes de ser condutor sou um cidadão com direitos e deveres. No ensino médio ou antes já se traz noções de trânsito. Conscientizando o cidadão das leis que regem sobre o condutor e também do cidadão. Quando o aluno optar por sem tornar um condutor ,já terá noção das responsabilidades. Ao se matricular no CFC metade dos problemas do trânsito hoje já estaria resolvido.
    Para ser soldador tenho que fazer um curso de seis meses, para ser mecânico idem, um médico estudou quase dez anos ou mais se especialista. Mas para ser motorista onde a função numa falha por falta de perícia do condutor pode trazer consequências catastróficas, o mesmo faz apenas 25 aulas num circuito fechado sem noção de realidade e sem noção de responsabilidades. Enfim precisa-se melhorar muito.

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