Publicado em 07 de abril, 2013 as 11h27.

Combustível ruim é inimigo nº 1 do catalisador

Por Talita Inaba.

O catalisador, importante componente do sistema de escapamento do veículo, é uma espécie de “filtro”. Ele reduz o efeito nocivo de vários gases gerados pela queima do combustível no motor por meio de reações químicas ativadas por metais presentes em seu núcleo, como ródio, platina e paládio. Em caso de defeito, não é possível reparar a peça. Ela deve ser trocada. Apesar de não necessitar de manutenção periódica, o catalisador pode apresentar problemas caso não sejam tomados alguns cuidados simples. Seu principal inimigo é o combustível adulterado. “A peça original do carro dura mais de 80 mil quilômetros. Mas combustível ruim pode queimar o óleo e estragar o catalisador”, diz o mecânico Rodrigo Cantarelli Previatti. Ele afirma que o carro não pode ficar sem o catalisador, porque isso pode interferir na leitura do sistema de injeção eletrônica. “Entretanto, muitas pessoas, quando pesquisam o preço da peça, não querem fazer a troca e pedem para que o mecânico fure o catalisador ou retire a peça”, explica Previatti. Ele afirma que um catalisador pode custar entre R$ 300 e R$ 450, mas o preço varia de acordo com o modelo do automóvel. Perda de eficiência Defeitos são difíceis de notar. “O consumo de combustível acima do normal, o barulho e o mal cheiro são alguns sinais de que o catalisador está com problemas”, diz o mecânico. Impactos fortes podem romper a parte cerâmica. Nesse caso, surge um ruído similar ao de um chocalho. Os efeitos são a liberação de gases nocivos ao homem, como o monóxido de carbono (CO). Além do combustível adulterado, a falta de manutenção de velas, filtros e sonda lambda (sensor que controla a mistura entre o ar e a gasolina e está localizado entre o tubo de escape e o catalisador) pode reduzir o tempo de vida deste componente. Para o conselheiro da Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil) Francisco Satkunas, o aspecto mais grave da perda de eficiência da peça é ambiental. “Se não forem filtrados, os gases afetam a saúde e o poluem o meio ambiente”. DE OLHO NAS DICAS Desligar os bloqueadores de ignição; Evitar fazer com que o motor do carro ‘pegue no tranco’; Deixar de lado o hábito ruim de dar bombeadas no acelerador; Evitar as partidas contínuas quando o motor se recusa a ligar; Manter bicos injetores, filtros e velas sempre limpos; Realizar a manutenção perIódica indicada no manual do proprietário; Usar sempre peças originais e abastecer com combustível de boa qualidade. Fonte: O diário.com

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