Publicado em 08 de janeiro, 2018 as 15h13.

Sem monotonia: saiba como dar um show de aula teórica

Alunos listam “pecados mortais” que alguns instrutores cometem durante as aulas

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Sala de aula teórica
Foto: Pixabay.com

A mente divaga, os olhos ficam pesados e quando percebe, lá se foi o conteúdo. Veio o cochilo ou quase isso. De quem é a culpa pelo sono? Sempre do aluno? Ou sempre do instrutor que está dando aula?

Todos nós, em algum momento da vida de estudante, já passamos por isso. Parece ainda pior quando a aula acontece em um sábado pela manhã e envolve alunos adolescentes que, na sexta à noite ficou até a madrugada na frente da TV, no computador ou até mesmo em uma balada. Não se pode dizer que acontece exclusivamente com adolescentes, porém, é mais comum e frequente.

É importante observar que, no ensino formal, os alunos comparecem as aulas por “obrigação”. No CFC, a grande maioria dos alunos chega para fazer a “carteira de habilitação”. Nunca soube que qualquer aluno tenha ido fazer sua matrícula no CFC para aprender. Isso, por si só, já dificulta e muito o trabalho do instrutor teórico. O aluno está ali para cumprir a “formalidade” das aulas teóricas, por ser obrigado a passar por isso para receber a sua habilitação.

Por essas e outras é que as aulas teóricas têm que ser dinâmicas e interessantes. O tempo que o instrutor teórico tem com o aluno é muito curto, porém, pode ser bem aproveitado.

Alguns alunos listam “pecados mortais” que alguns instrutores cometem durante as aulas:

Fugir do assunto

É muito compreensível o esforço de muitos instrutores em contextualizar as suas aulas, trazendo exemplos práticos. Porém, muitos extrapolam e exageram nas histórias de suas vidas, enquanto os alunos aguardam pacientemente pelo retorno ao conteúdo da aula. Ao final das aulas teóricas, os alunos sabem mais da vida do instrutor do que das disciplinas para primeira habilitação. E isso passa a impressão de que o instrutor não preparou a aula e está apenas improvisando.

Ficar discutindo somente com um aluno

Ninguém gosta de ser ignorado, mas é assim que os demais alunos se sentem quando o instrutor fica durante um longo tempo conversando com um aluno ou com um pequeno grupo e os demais ficam ouvindo sem a menor chance de participar. Ser breve nas respostas que não interessam a turma toda ou dizer que a conversa pode ser retomada ao final da aula é uma boa forma de resolver isso.

Ler durante a aula toda

Mesmo utilizando slides, há quem se limite a ler somente o que está escrito e a cada slide mais e mais texto é apresentado aos alunos. Um aluno de CFC questionou:

“Não posso somente estudar a apostila e depois ir fazer prova? O instrutor lê a apostila, linha por linha e, quando não faz isso, coloca slides com parágrafos inteiros da apostila e faz a leitura durante a aula. Isso, posso fazer sozinho em casa ou estudar na Internet!”

Desta forma, o melhor a fazer é colocar na apresentação, apenas tópicos e desenvolver o assunto. Sinalização, por exemplo, é sabidamente o conteúdo que os alunos menos gostam. Porque não tornar a aula mais interessante pedindo, na aula anterior, que os alunos tragam fotos tiradas por eles nas ruas, de placas de sinalização que achem interessantes: colocadas em locais estranhos, de forma incorreta?

Excesso de linguagem técnica

Essa é uma reclamação frequente dos alunos. Eles precisam conhecer os termos corretos, até porque serão avaliados no DETRAN ao final das aulas teóricas, entretanto o uso excessivo dessa linguagem nas aulas pode parecer ostentação e afasta ainda mais os alunos do conteúdo e do aprendizado. Não há necessidade de deixar de lado os termos corretos, mas, a linguagem técnica pode conviver muito bem com o linguajar do dia a dia.

E mais famosa: utilização excessiva de vídeos

Quando o instrutor utiliza vídeos a aula toda, em todas as aulas é extremamente maçante para os alunos. Há ainda, aqueles que colocam os vídeos e saem, retornando ao final apenas para desligar o equipamento. Esse recurso pode ser muito melhor aproveitado com interrupções para discussão de cada ponto que está sendo estudado. É importante contextualizar para os alunos, mostrar a eles, por exemplo, quão importante é conhecer o básico de Primeiros Socorros pois, em uma situação de emergência, até que o atendimento chegue, esse conhecimento pode salvar vidas.

Os exemplos de aulas apresentados não são regra e sim exceção. Contudo, foram utilizados para ilustrar o que os alunos comentam a respeito das aulas de alguns profissionais da área. Cabe a cada um de nós não permitir que se tornem algo comum. O primeiro passo é utilizar ferramentas adequadas que permitam que o instrutor dê aulas com muita qualidade.

Para auxiliar nessa tarefa, a Tecnodata desenvolveu material impresso de Primeira Habilitação que apresenta os conteúdos com linguagem simples e de fácil entendimento com charges ilustrando todo o material. As aulas multimídia dos portais trazem os conteúdos em tópicos tornando as aulas muito mais dinâmicas. O instrutor tem a sua disposição ainda, vídeos relacionados ao conteúdo que está sendo trabalhado na aula, alternando com as apresentações em Power Point.

Ensinar não é tarefa fácil, porém, pode ser melhor quando há a possibilidade de utilizar ferramentas adequadas que vão tornar as aulas interessantes sem sobrecarregar o instrutor e, o que é muito importante: desenvolvidas por quem entende do assunto.