Publicado em 21 de julho, 2017 as 13h38.

Um COWBOY e seu CAVALO na VIA PÚBLICA (eu vi!)…

Por ACésar Veiga.

cavaloÀs vezes a “verdade” parece não fazer parte do mundo da vida, e assim sua aceitação somente é concebida na boca dos “psicólogos de botequim”…mas o que vou revelar calhou na “Avenida Ipiranga”…(em Porto Alegre!)

Consequência da sonolência exagerada, alucinação ou insanidade?! (quem poderia saber? – inicialmente nem eu)

Mas não desejando cair na armadilha do julgamento prematuro – que logo se tornou inútil -, constatei que a “cena” pertencia a mais original realidade.

Com a “cigarrilha” debruçada no canto dos lábios;

…”calça” com cintura alta e boca de sino;

…”bota plástica” preta na altura da canela,

e com o típico “chapéu” caído no limiar das sobrancelhas – com “aba” virada para o céu. (de “lambuja”, aquele olhar profundo – peculiar da “águia assassina”-, que resfria a alma)

Sim, a “trotar” pelo asfalto porto-alegrense, com o lenço – bem visível no pescoço -, e o possível documento.

OBS 01: “trotar” é o andar natural dos cavalos. Caracteriza-se pela cadência, tem uma batida espaçada das patas, não chega a ser galope.

Um “Clint Eastwood” moderno! (que possivelmente falava “tchê” e “tu”)

OBS 02: “Clint Eastwood” é ator, cineasta e produtor nos Estados Unidos, sendo famoso por seus papéis típicos em filmes de ação e de cowboys.

Como estava dirigindo – para obedecer às normas de trânsito -, fui prudente e não registrei com celular. (uma lástima, pois certamente exibiria sequências com “pitadas” do extraordinário e do inusitado)

Claro que este “cowboy”, ausente das telas do cinema, não estava montado no cavalo…

O nosso “cara durão” estava sobre a carroça; essa sim, puxada por cavalo.

Um detalhe insignificante – bem sei -, perante a grandiosidade da cena, mas tenho necessidade de incluir algo sobre o “garanhão”.

O “cavalo” – bem robusto -, possivelmente bem alimentado, descansado, e vacinado – oportunizava até ver a marca da “dita cuja” na perna do “bichano”.

Sim, o aspecto do animalzinho – assistido por qualquer transeunte ou condutor que ali estivesse -, certamente abonaria minhas observações quanto a sua exemplar saúde.

O que surpreendeu, é que o nosso “cowboy” não mostrava ser um “fora da lei” do asfalto…(ao contrário, atuava afirmando ser cidadão e supostamente agindo como tal)

E exibia da mesma forma, saber cumprir as regras do trânsito.

Não estava transitando na contra mão, seguia seu caminho no lado direito da via junto ao meio fio, obedecendo religiosamente os semáforos.

Quando o sinal verde deu o “ar da graça” e acenou ao amarelo, “nosso carroceiro” ergueu o braço direito com gesto decidido e altivo, que considerei de pleno entendimento, – tipo aquele do ex-deputado José “Genoíno”-, mostrando que iria parar…

E assim, alinhou seu “zoo veículo” para o procedimento.

Gradativamente foi diminuindo a velocidade, diminuindo, diminuindo…até que parou.

Parou bem antes da faixa de retenção. (um “mini show” realmente impecável da “trupe”)

O nosso “cowboy urbano” a sua “carroça” vermelho prata, e aquele “horse” – cavalo em inglês -, cinza tártaro. (pareciam pertencer ao Circo de Soleil)

Sem dúvidas, oportunizaram bons momentos – certamente de prazer coletivo -, “ele” e seu “bagual” com notável eficiência. (lindo e emocionante como a dizer tudo – ou quase tudo)

Dois seres vivos, de reinos biológicos distintos emanando Educação no Trânsito…(e isto, recebido pela maioria dos telespectadores com certa incredulidade)

Nenhuma transgressão por parte do “ator principal” e nenhum deslize oferecido pelo “coadjuvante”…nem aquele indesejável cocozinho espalhado pela via. (creio que o “equino” foi “adestrado” para isso)

O comando do dever e da cidadania, bem juntinhos…ali, para todos enxergarem.

Mas ficou a dúvida!

Existe na cidade de Porto Alegre, horários e lugares certos para as “carroças” circularem? (vou procurar as autoridades municipais de trânsito para saber)

 …e no seu município, há probabilidade de esbarrar com esses “cowboys”?

 Abração a todos.