Publicado em 28 de outubro, 2016 as 14h20.

Taxista…Será mesmo um profissional do trânsito?

Por ACésar Veiga.

TaxiParece completamente equivocada a ideia que determinados “motoristas de táxi” ostentam sobre “autoconhecimento” e também da verdadeira “importância” que simbolizam para a mobilidade urbana.

Percebemos que nem todos os heróis usam capas…e que alguns, classificados como “bons condutores de táxi”, de forma apropriada sabem exercitar a responsabilidade coletiva quando solicitados. (E agindo assim originam certa ponta de esperança em nós usuários)

A ironia é que tanto aqueles motoristas “cumpridores do seu dever”, quanto os “que não o cumprem” – e que prosseguem no caminho do desrespeito, TODOS…passam a ser completamente desqualificados pela população. (Uma contradança entre “imoralidade” e “ética”, que passa a ser amadurecida no mesmo tempo e na mesma estufa)

É como se estivéssemos olhando em volta e não vendo nem Deus e nem os anjos. Para certos motoristas o desconhecido e o proibido são a mesma coisa! (Cena bastante penosa e frequente no cotidiano urbano)

– Avançam com o sinal no vermelho. (Como se a “vida alheia” fosse mercadoria)

– Ultrapassam pela direita dos outros veículos ou pelos acostamentos, assumindo o papel de “público”, de “audiência”, de “telespectadores”…e “em tempo algum”, de “participantes”.

– Permitem que o passageiro – ou eles mesmos, joguem “bituca de cigarro” e demais “apetrechos”, pela janela do táxi, desconsiderando que podem atingir pedestres, motociclistas e ciclistas…além de contribuir para o aumento da probabilidade de colisões, e também “sujar a cidade”. (O vento da anarquia está sem dúvida alguma soprando ali entre estes “sujismundos”)

– Falam ao celular enquanto dirigem. (E assim são guiados e protegidos por quem?)

– Não orientam o passageiro a usar o “cinto de segurança” quando estes sentam no “banco de trás”…preferindo desta maneira a cegueira e o adormecimento. (Como se usassem “borracha” na escrita da responsabilidade)

 – Não deixam visível a identificação com a respectiva foto (carteirão)…como que decididos meramente a seguir. (Seguir como “intruso anônimo”)

 – Trafegam em alta velocidade e de forma imprudente…assim como outras “coisitas” desumanizadas a mais.

Por vezes, determinados motoristas de táxi deveriam ser avaliados em separado. (Sim, de forma preventiva, para diagnosticar se estão impregnados daquela imensa disposição a “toques de leviandade”)

Uma desesperança – bem se sabe, mas a realidade revela que utilizar determinados “táxis” é viajar com o desconhecido…

Alguns “taxistas”, como atores, passam a atuar como se desejassem interpretar no palco da via urbana, o consagrado “humano sonso”…aquela figura lendária que cotidianamente encara sua profissão como mais uma “chateação” da vida, e que assim, tenta ostentar o seu límpido e belo “aborrecimento particular”. (Tal qual “zanga” de semente que morre sem ao menos florescer)

Em certo dia, na capital gaúcha utilizei o serviço de “táxi”.

Ao entrar no veículo, no mesmo instante fui tratado com indiferença – para não dizer desdém…e “a começar” com ataque grosseiro e brutal, o “despreparado” expeliu gratuitamente uma forma prescrita de “grunhido”…Arghgrrr.

Acho que foi isso! (Um ruído absolutamente intoxicante e melancólico)

E então, a ação ficou quente e pesada entre nós, pois, confesso que a repulsa ficara tatuada na minha expressão facial.

Aparentou que o “motorista” queria zombar da minha perícia cidadã…e igualmente no momento percebi, que o orgulho e a reputação ficaram ameaçados…(Tipo aquela sinuca orquestrada pelo “distrato” e o “descaso”)

Incontrolavelmente o arsenal da minha “paciência” havia esgotado…e pensei que não deveria esperar em agonia durante mais tempo.

Achei melhor encontrar uma solução diplomática, pois não estava a participar de nenhum concurso para “radialista”…e assim fiz moradia no silêncio…(Que também é um valor fundamental)

Mas no íntimo passei a assumir que estava diante de uma enorme decepção…(Fiquei desiludido e desapontado tal qual o lobo que perde o “pelo”, mas não perde o instinto)

Mas dessa inflação de “falta de educação” – do profissional do volante, é lógico –, algo importante ficou decidido…sentenciei não deixar mais, que a expectativa de fazer uma viagem tranquila de táxi “evapore”.

Claro que não desejo “mais um” desapontamento amargo, e nem que a situação venha oportunizar risco de colisão de conduta, pois não sou de colocar beleza no sofrimento.

Então desta forma, “atualmente”, sempre que ocorre qualquer indício por parte do “motorista de táxi”, que interprete como possibilidade de um breve futuro sombrio…ou mesmo uma personificação absoluta de “insanidade desamparada” da parte dele, acreditem…grito como uma criatura viva!

E num gesto “sério”, manifesto que podemos estar nos metendo numa encrenca…e que “eu”, sou a pessoa que pode nos tirar dela.

E se ainda assim, o “dito” motorista tomar uma atitude que supere a minha intuição, tanto quanto a imaginação, prontamente exijo que “pare”. (…ou que: “tawaqquf”/em árabe, “tingzhi”/em chinês, “stási”/em grego ou “ostanovit”/em russo)

Desfaço a filosofia da angústia e aparentando ser contraditório…desço, e vou caminhando – ou de ônibus, para o dito destino.

E confiem, que não ouso olhar para trás…nem mesmo para pegar um novo impulso!

Simplesmente sigo meu rumo… rumo este, tal qual a do menino que lépido e faceiro, não admite que sua alegria acabe tão cedo…e nem que a possível morte, se intrometa na sua vida.