Publicado em 25 de setembro, 2017 as 16h06.

O MOTORISTA que joga o “LIXO” no LUGAR ERRADO… (você é destes?!)

Por ACésar Veiga.

Lixo nas ruas
Foto: Freeimages.com

Onde você joga o lixo?! (está precisando da parte mais consciente e mais solidária da sociedade para lidar com esta pergunta?)

Para alguns, pode ser uma indagação que excite o “desmascarar” de uma grande “trapaça  social”…similar a quando se fala na “fé”, que não necessariamente significa falar em algo relacionado ao mundo da verdade.

Entenderam, ou ingressaram num clima melancólico de confusão, negligência e branda culpa?

Sabemos que é “repetida” esta má atitude, e que ainda existirão pessoas a cometer tal “desrespeito”. (o ponto vital aqui, é que essa conduta já é por si só o sinal – danoso -, de uma sociedade individualista)

Aliás, penso que alguns até acreditam que a empresa responsável pela coleta do lixo em Porto Alegre, o DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Urbana), entre seus atributos, esteja “catar” o lixo que é lançado pelos condutores de veículos. (restando aos demais – aqueles que não praticam esse insulto, calados -, aceitar um papel definido e sem inteligência para representar no palco social – o de “indiferente”)

E ao observar com maior atenção, ficamos cientes que este hábito não é exclusivo dos que transitam nos automóveis.

Na verdade…bem, a rigor o ato tornou-se uma livre transgressão. (e a maioria põe em prática sem o mínimo comprometimento. É como se estivéssemos no meio de selvagens mansos)

Condutores, motociclistas, ciclistas e pedestres.

Parece que basta “estar vivo”, para executar. (esse pessoal não sente de fato, nenhuma nostalgia da “boa educação”)

Como disse o padre Álvaro:

– As pessoas não querem Deus, elas estão a querer somente os milagres.

OBS 01: as más atitudes do cidadão apresentam um destino que agrada muitíssimo: gosto de vê-las escorrer entre meus pensamentos e por vezes sumir…

E ao fazer algo errado você tenta esconder esse fato do mundo…mas tome conhecimento que você pode escondê-lo do seu vizinho, pode escondê-lo dos seus amigos, e você pode escondê-lo até de mim.

Mas como pode escondê-lo de si mesmo? (como se isso desaparecesse em fogos de artifício imperceptíveis)

Pergunto:

– Será que não existe a possibilidade de colocar o lixo, no lixinho (aquele que deve existir dentro do automóvel), ou nas proximidades de acesso onde esses “sujadores” transitam? (em sua casa ou no seu quintal “essa prática” é permissível?!)

Se a resposta foi afirmativa, e você é patologicamente obcecado em “jogar o lixo” no lugar inapropriado, então restrinja a “imundície” ao seu habitat. (para penúria desse ecossistema)

Zelar pela limpeza da nossa cidade, do nosso bairro, da nossa rua e a da nossa casa, cheira ao perfume da “cidadania”…(sim, é um dever e qualquer comentário contrário se torna supérfluo)

Nesta batalha, creio que a maioria concorda que o lixo, deve ir para a lixeira, e colocá-lo em outro lugar não faz sentido. (aplicar multa? Saiba que ela é a sua submissão e castigo, tipo pontapé no traseiro, ou uma estocada do cabo de vassoura na barriga, ou o virar às costas a você quando está precisando)

OBS 02: há um genuíno caso de antipatia mútua entre “eu” e o que “joga lixo nas vias públicas” –, significamos dois indivíduos de atitudes opostas.

Então, não fique aí parado e anestesiado pelo individualismo…e que além do lixo, você possa também, reciclar as suas atitudes.

Dizem os indígenas, que devemos andar na Terra, pisando suavemente, como um pássaro…se você deixar rastro, então você não é “sustentável”. (acho este “dizer”, trágico e grandioso!)

Apesar de qualificarmos os tempos modernos como tempos iluminados, ainda presenciamos atitudes que parecem ser vindas da “Idade das Trevas”.

Ufa! Usei o desabafo…usei-o “mais” como idealista e “nem tanto” como religioso.

E bem longe, tanto da prosa como do verso, peço a Deus – e que ele não ache “muito” o que vou pedir -, uma boa mudança de hábitos a “todo” e a “qualquer” cidadão que viva no meio desse “tédio comportamental” – que é o de anarquista e bicho do mato.

Dizem alguns que respeitar regras sociais faz parte de qualquer processo de transição. Ninguém passa do estado de ignorância absoluta para o de sabedoria total – requer tempo.

Mas apreciaria sua opinião:

– Como lidar com uma sociedade numerosa e difícil, com cidadãos desrespeitosos que figuram como “não ensináveis”?

Abraços…