Publicado em 21 de novembro, 2017 as 12h08.

CORRENDO, cheguei ANTES do AUTOMÓVEL ao trabalho (acredita?)…

Por ACésar Veiga.

Homem correndo
Foto: Pixabay.com

Muitos divulgam que “a pressa é inimiga da perfeição”, mas lamentavelmente  a verdade é bem outra…

No cotidiano moderno, enclausurados nas grandes cidades, a “pressa” é sim, na maioria das vezes, garantia para boas escolhas e decisões…e desta maneira, manter-se no mundo moderno exige ajustes, pois somos obrigados a acelerar até nossa ambição!

O “tempo” na maioria das situações também é dinheiro, além de estímulo para prosseguir brigando com os desafios…

Mas será que estamos vivendo, ou estamos perdidos nesta imensa bagunça?

…ambicionando que, de vez em quando, apareça alguma oportunidade de encontrar a nós mesmos…

Bem sabemos que estar “desperto” é preciso, e  aprender a lidar com as incumbências que temos todos os dias é indiscutivelmente nosso soberano “fardo”.

É o compromisso com investimento “pessoal”, as exigências que rosnam ao celular, otrânsito compulsivo, a diligência no trabalho, a manutenção financeira, os relacionamentos pessoais, a situação de morar nos subúrbios – que significam mais tempo para chegar o destino e muito, muito mais. (somos vítimas de toda essa “mistura” de cenários)

De fato isso, de maneira ardilosa, aumenta a duração do dia de trabalho e as tensões, e abrevia o tempo em que poderíamos estar “detendo a velhice” ou descobrindo prazeres adicionais talvez nunca experimentados.

Não temos mais tempo nem para dizer que gostamos de alguém. (e alguns nem tempo para “amar”)

Mas infelizmente “a vida é uma disparada constante” e isso é necessário, pois estamos imersos dentro de um mundo em ebulição.

Mas e se houvesse, mesmo aos trancos e barrancos, um paliativo…você acreditaria?

…aquele “balsâmico” do tipo:
posso ter um pouquinho de tempo sobrando – egoisticamente -, só para mim? (e este poderia ser transformado em duradouro tempo no rápido mundo de hoje)

Como?!

– Bem, escolhendo um modo mais breve de chegar ao “compromisso”. (por mais insano que pareça, pode ser verdadeiro)

Em setembro deste ano realizou-se em Porto Alegre durante horário de “pico” da manhã – 8h30min -, um teste – foi na 2ª feira.

Sete voluntários – cada participante utilizando um modo de mobilidade diferente…o objetivo foi chegar a um destino escolhido – percorrendo uma extensão de pouco mais de 3 quilômetros -, e “determinar” o tempo utilizado por cada um.

O campo de prova envolveu o centro urbano da cidade…(do “Parcão” até o DETRAN/RS Porto Alegre)

OBS 01: o Parque Moinhos de Vento, popularmente conhecido como “Parcão”, é uma área verde localizada no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

As modalidades de deslocamento utilizadas foram:
– ônibus, caminhada, automóvel, lotação, corrida, moto e a bicicleta. (essa foi a composição do “grid” de largada)

Quando foi concedido o sinal de partida, lá seguiram todos…seguramente tentando vencer as previsíveis e imprevisíveis “barreiras” do trânsito da capital gaúcha. (onde a última providência de solução apresentada pelos “planejadores urbanos” é sempre a penúltima)

A grande notícia foi que, depois de um determinado tempo, todos chegaram ao destino proposto “sãos e salvos”. (apesar de algumas “ervas daninhas” estruturais e comportamentais serem encontradas no trajeto)

Mas vejam os resultados em ordem crescente do tempo utilizado:

– em 1º lugar chegou o voluntário que foi de “bicicleta”, no tempo de 11 minutos – utilizou o menor tempo. (corresponde a velocidade média de 16,4 km/h)

– em 2º lugar chegou o voluntário que foi de “moto”, no tempo de 12 minutos. (corresponde a velocidade média de 15,0 km/h)

– em 3º lugar chegou o voluntário que foi “correndo”, no tempo de 16 minutos. (corresponde a velocidade média de 11,3 km/h)

– em 4º lugar chegou o voluntário que foi de “lotação”, no tempo de 18 minutos. (corresponde a velocidade média de 10,0 km/h)

– em 5º lugar chegou o voluntário que foi de “automóvel”, no tempo de 19 minutos. (corresponde a velocidade média de 9,5 km/h)

– e no 6º e 7º lugares – empatados -, chegaram os voluntários que foram de “ônibus” e o que foi “caminhando”, no tempo de 23 minutos. (corresponde a velocidade média de 7,8 km/h)

Sim, quem foi correndo – não sei se com os acessórios esportivos adequados -, chegou antes do que preferiu o deslocamento de automóvel.

Bem sabemos que a competição não é o caminho mais favorável para definir “sucesso”…pois ter sucesso é fazer bem a si e aos outros. (ou de maneira “simplória” isto será “sucesso sem êxito”)

Parte da nossa responsabilidade como cidadão de mudanças é se tornar mais consciente das sutilezas envolvidas no cotidiano.

Uma sociedade desavisada – ou que lhe suprimem a verdade -, pode criar ilusões ou ideias aleijadas que se movem pelos diversos canais sociais. (são as distorções da verdade)

Você é um agente de mudanças, então é necessário liberar velhos hábitos e costumes, pois a fim de ensinarmos certas lições, precisamos aprendê-las.

Admita…pois as pequenas mudanças no mundo começam em você! (ou quer continuar sofrendo de TDC?)

OBS 02: TDC – transtorno do déficit de cidadania.

Abraços…

Colaboração e revisão de Luciana Farias Pereira