Publicado em 17 de janeiro, 2017 as 08h03.

Portal lista aspectos que afetam a qualidade na Formação de Condutores

Por Mariana Czerwonka.

As aulas obrigatórias do Curso de Formação de Condutores ainda são vistas por muitos como uma “exigência burocrática”, o que denota um claro direcionamento para a “simples aprovação” do aluno/candidato, com pouca ou nenhuma prioridade para a educação e conscientização propriamente ditas, distorcendo a verdadeira finalidade do processo como um todo.

Os candidatos à Primeira Habilitação, em decorrência dessa mentalidade, veem o curso de Formação de Condutores como um obstáculo a ser transposto para obtenção da CNH.

“É assustadoramente baixo o número de candidatos que encara este aprendizado com seriedade e responsabilidade, como um aprendizado para toda a vida. Na maioria das vezes o que se vê são candidatos exclusivamente preocupados em fazer a prova e tirar nota para passar”, afirma Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal.

Formação deficiente, baixo nível de instrução, falta de valores, ideias distorcidas de cidadania e imaturidade psicológica são alguns dos fatores que cooperam para que alguns jovens não consigam conduzir veículos automotores de forma adulta e responsável. “O aluno típico do curso de Primeira Habilitação está, quase sempre, convicto de que dirigir é um direito que lhe assiste como cidadão. Desconhece que a CNH é uma permissão e que para obtê-la é preciso candidatar-se e provar sua capacidade para tal”, explica o especialista.

A seguir listamos alguns aspectos que podem contribuir de forma positiva ou negativa na formação de novos condutores.

  • Celso Alves Mariano

    Há anos o Portal do Trânsito acompanha a evolução da Legislação, analisa, opina, provoca debates, ouve críticas e abre espaço na internet para uma legião de brasileiros, profissionais ou não desta área tão importante para a vida de todos, o trânsito. Esta matéria traz uma espécie de síntese do que é mais impactante na qualidade do processo de formação de condutores. Leitura obrigatória para instrutores, proprietários, diretos de CFCs, políticos, administradores públicos e, especialmente, para os futuros alunos (ou seus pais, ou quem quer que vá ajudara escolher/pagar a autoescola).

    • Reinaldo

      Caro Celso Mariano, faço um trabalho sério e consciente junto aos novos condutores na teórica, gostei de tu levantar essa bandeira, pois, tem muitas CFCs, que estão somente preocupado em faturar, isso tem trazido sérios riscos ao transito, espero que continue com esse tópico em debate para surgir alguma mudança. valeu

      • Celso Alves Mariano

        Valeu, Reinaldo! É isso mesmo, precisamos de uma boa dose de indignação construtiva para gerarmos mudanças para melhor. Obrigado por se manifestar!

  • Pércio Guimarães Schneider

    Os cursos para habilitação C, D, ou E nem de longe se assemelham à realidade que será vivida no dia a dia. Utiliza-se um micro-ônibus, sem nenhum passageiro no momento da avaliação, para obter uma habilitação que dá direito a conduzir até mesmo ônibus de 4 eixos e 2 andares.
    Para o transporte de cargas, um cavalo-mecânico de entre-eixos curto, com vidro na parte traseira do cavalo, acoplado a um semi-reboque de no máximo 2 eixos, com carroceria aberta (baixa, que não obstrui a visão) e sem nenhuma carga, e legalmente estará habilitado para conduzir até mesmo a configuração recém autorizada pelo Contran, de 11 eixos, com qualquer tipo de implemento.
    Mesmo habilitado, não terá a habilidade necessária. Essa é a maior de todas as falhas.