Publicado em 14 de agosto, 2013 as 12h43.

Exceder o limite do tanque de combustível gera prejuízos

Por Talita Inaba.

Muita gente tem uma mania que pode prejudicar o veículo e custar caro. Encher o tanque mais que o indicado pela montadora é prejudicial. Vamos imaginar a cena, muito comum nos postos de combustível. Você diz para o frentista completar o tanque e escuta aquel click comum da bomba. Isso indica que o reservatório está cheio. Mas aí você olha o valor, o frentista, também e ele diz: “posso completar até fechar um valor redondo em dinheiro?” E aí você acaba cedendo e ele completa um pouquinho a mais… Amigo leitor, nunca mais faça isso! Ao longo do tempo, o excesso de álcool ou gasolina pode prejudicar uma peça do seu automóvel e provocar falhas graves no funcionamento. Se ele receber álcool ou gasolina além do necessário, esse excesso atingirá o filtro de cânister, uma peça responsável por evitar que gases tóxicos, os hidrocarbonetos, cheguem ao meio ambiente. O líquido irá molhar a peça, que tem carvão por dentro. Além de prejudicar a peça, que precisará ser trocada, o combustível no cânister faz soltar as partículas de carvão que existem dentro dele. O carvão acaba parando no tanque e pode ser sugado pela bomba de combustível, provocando falhas ao chegar no sistema de injeção, é mole? O resultado? O carro vai demorar a pegar quando for ligado. O motor não vai ter mais aquele desempenho bom, dinâmico e constante. A capacidade do tanque de combustível informada no manual do proprietário é nominal e corresponde ao primeiro desarme do bico da mangueira da bomba. A capacidade real é cerca de 10% maior e isso explica por que alguns motoristas acham que o posto é desonesto, por entrar mais combustível do que a capacidade conhecida. Portanto, o abastecimento deve ser considerado terminado ao primeiro desarme do bico da mangueira. O velho método de calcular quanto combustível foi consumido de tanque cheio a tanque cheio, até à boca, agora deve ser de primeiro desarme a primeiro desarme. E o preço do prejuízo se tiver de trocar o filtro de cânister? Consultamos algumas concessionárias e constatamos os valores. O do Chevrolet Celta 2012, por exemplo, custa R$ 124,00. O do novo Fiat Uno, R$ 247.00. Em algumas revendas, não tinha a peça em estoque e fomos informados que é um peça com pouca saída. No Toyota Corolla 2010, motor 1.8 litros, flex, o valor vai para R$ 681,28. No Ford Fusion 2012, o custo é de R$ 882,00 e na autorizada que pesquisamos também não tinha em estoque, levando oito dias úteis para chegar. Dicas 1) Antes de encher o tanque peça para o frentista parar quando a bomba acusar um click sonoro 2) Não vá além do que indica o manual do proprietário do carro 3) Cada veículo tem em sua ficha técnica uma capacidade volumétrica para seu tanque 4)A capacidade real é 10% maior do que quando dispara o click da bomba de combustível 5)Não ande com o tanque vazio, isso também prejudica o veículo e vai causar prejuízo Fonte: Diário do Nordeste