Publicado em 01 de julho, 2015 as 16h48.

Estatísticas mostram que mulheres dirigem melhor do que os homens

Por Talita Inaba.

Mulheres no trânsitoSabe aquelas famosas frases, “mulher no trânsito, perigo constante”, “mulher e trânsito não combinam”, “tinha que ser mulher”? Pois é, as mulheres sempre foram vítimas de preconceito no trânsito, isso porque ao longo do tempo dirigir um veículo sempre foi uma tarefa associada à figura masculina, inclusive desde pequenos os homens são incentivados a brincar com carros e jogar games de corridas. A mulher, em contrapartida, carregava a missão de cuidar dos filhos e da casa, no entanto, ao longo do tempo ela tem ganhado mais espaço não só no mercado de trabalho, mas também no trânsito.

Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em 2014, dos mais de 60 milhões de motoristas no Brasil, quase 20 milhões são do sexo feminino e, 71% dos acidentes são provocados pelos homens e apenas 11% pelas mulheres, sem contar que 70% das multas são para motoristas do sexo masculino.

O Ministério da Saúde aponta que o número de homens que morreram no trânsito, em 2010, é quase quatro vezes maior do que o de mulheres. Considerando os que perderam a vida no trânsito naquele ano, 31.675 eram homens (78%) e 8.935 eram mulheres (22%).

Um estudo britânico monitorou 50 motoristas dentro do carro e mais 200 pelo lado de fora, em Londres e, de acordo com a avaliação da pesquisa, ao final, as mulheres fizeram 23,6 pontos de um total de 30. Os homens marcaram apenas 19,8.

Dados do Departamento Britânico de Transportes indicam que em 2012 os homens estiveram envolvidos em 114.190 acidentes e as mulheres 70.470.

Segundo dados do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), apesar de representarem mais de 30% dos motoristas em circulação no Brasil, das 763 mil vítimas de trânsito indenizadas em 2014, 75% eram homens e 25% mulheres.

No Brasil, uma pesquisa realizada pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal, em 2012, apontou que para cada grupo de 10 mil mulheres, apenas 1,31 teve registro em acidentes fatais, em 2011. Ainda, de acordo com o Detran-DF, em 2012, as mulheres representavam 37,3% dos habilitados e 6,5% dos condutores envolvidos em acidentes com mortes.

Logo, as diversas pesquisas mostram um cenário diferente, pois apesar do preconceito ainda enraizado na cultura brasileira, as mulheres mostram que são mais cautelosas e provocam menos acidentes.