Publicado em 01 de dezembro, 2016 as 08h33.

Comissão debate critérios para instalação de radares em vias públicas

Por Mariana Czerwonka.

Radar nas vias
A Resolução 396 do Contran determina que os radares com velocidade até 80 km/h devem estar sinalizados com placas entre 100 e 300 metros.

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado realiza audiência pública nesta quinta-feira (1º) para discutir critérios objetivos para a instalação de “pardais” (radares ou câmeras para fiscalização de velocidade) nas vias, o custo da manutenção e instalação desses aparelhos e ainda o aumento da violência no Rio de Janeiro e em todo o Brasil.

O autor para o requerimento da audiência, deputado Ezequiel Teixeira (PTN-RJ), argumenta que a Resolução 396 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determina que os radares com velocidade até 80 km/h devem estar sinalizados com placas entre 100 e 300 metros. Caso o limite seja maior, a distância deve ser entre 400 e 500 metros.

Irregularidades

“Mas segundo reportagens do jornal ‘Extra’, no Rio de Janeiro foram constatados vários pardais escondidos atrás de árvores e sem sinalizações”, afirma o parlamentar. “Além disso, o Rio de Janeiro ultrapassa os números de radares da cidade de São Paulo, que possui quase o dobro da população e cerca de três vezes mais veículos nas ruas.”

Teixeira observa ainda que, embora possam aumentar a segurança pública do local, muitos motoristas acabam sendo assaltados e até perdendo suas vidas ao reduzirem a velocidade. O deputado ressalta ainda que os tribunais de contas e diversos órgãos do Judiciário consideram ilegal remunerar as empresas que instalam esses mecanismos de fiscalização pelo quantidade de infrações aplicadas.

Foram convidados para a audiência:

– Heloisa Spazapan da Silva, da Coordenação-Geral de Planejamento Normativo e Estratégico do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran); e
– Joaquim da Silva, da Coordenação-Geral de Instrumental Jurídico e da Fiscalização do Denatran.

A audiência ocorrerá a partir das 9h30 no plenário 6 das comissões.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

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