Publicado em 02 de dezembro, 2017 as 08h12.

Amapá tem o pior estado geral das rodovias pesquisadas em todo o país

Mais de 96% da extensão avaliada apresentou algum tipo de deficiência no estado geral

Por Agência de Notícias.

Evie Gonçalves 
Agência CNT de Notícias
Estado das rodovias
AP-440, em Macapá (AP). Foto: CNT

O Amapá teve o pior estado geral das rodovias pesquisadas pela 21ª Pesquisa CNT de Rodovias em todo o país. No total, 96,6% (488 km) da extensão avaliada apresentou algum tipo de deficiência no estado geral (classificação regular, ruim ou péssimo), ao passo que somente 3,4% (17 km) tiveram classificação ótimo ou bom. O estado geral inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via. A avaliação geral do país representa 61,8% das rodovias com problemas. A pesquisa da CNT percorreu 505 km no Amapá.

No Estado, o aumento do custo operacional devido às condições do pavimento chega a 25,1% no transporte rodoviário. Na avaliação da Confederação Nacional do Transporte, são necessários R$ 114,27 milhões para a manutenção dos trechos classificados como desgastados.

Detalhamento das condições
Pavimento

No pavimento, são consideradas as condições da superfície da pista principal e do acostamento. A pesquisa classificou o pavimento como regular, ruim ou péssimo em 59,8% da extensão avaliada no Amapá, enquanto que 40,2% foram considerados ótimo ou bom; 73,5% da extensão pesquisada apresentou a superfície do pavimento desgastada.


Sinalização

Nessa variável, são observadas a presença, a visibilidade e a legibilidade de placas ao longo das rodovias, além da situação das faixas centrais e laterais. O estudo apontou que houve problemas de sinalização em 92,7% da extensão avaliada (classificação regular, ruim ou péssimo). Em 7,3%, o estado foi ótimo ou bom. Ao analisar os trechos onde foi possível a identificação visual de placas, 71,4% apresentaram placas desgastadas ou totalmente ilegíveis.

Geometria da via

O tipo de rodovia (pista simples ou dupla) e a presença de faixa adicional de subida (3ª faixa), de pontes, de viadutos, de curvas perigosas e de acostamento estão incluídos na variável geometria da via. A pesquisa constatou que 49,4% da extensão pesquisada não teve condições satisfatórias de geometria; 50,6% tiveram classificação ótimo ou bom nesse aspecto. O Estado teve 94,2% da extensão das rodovias avaliadas de pista simples de mão dupla.

Investimentos em 13 anos
O Estado do Amapá teve um valor de R$ 1,26 bilhão autorizado pelo governo federal para investimentos em infraestrutura rodoviária, dos quais R$ 900,13 milhões (71,7%) foram pagos entre 2004 e 2016. Em 2017, até junho, só 14,9% do valor autorizado (R$ 74,09 milhões) haviam sido desembolsados. As intervenções de construção realizadas no período beneficiaram principalmente a BR-156.
Acidentes
Em 2016, foram registrados 198 acidentes com um custo avaliado em R$ 24,68 milhões.
As informações são da Agência CNT de Notícias